Basquete: Vasco teve uma das piores médias de público do NBB

31/05/2018 às 08h24 - OUTROS ESPORTES

Um dos desafios da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) dar uso aos equipamentos do Parque Olímpico da Barra. Foi pensando em atrair público que o órgão ligado ao governo federal decidiu ceder gratuitamente a Arena Carioca 1, que foi casa do basquete na Rio-2016, para os times da cidade jogarem. Encerrado NBB10 para os cariocas, um balanço feito pelo Olhar Olímpico mostra 27 jogos no ginásio e a percepção de que a estrutura só é viável para o Flamengo. O clube rubro-negro, porém, deve inaugurar sua própria arena daqui a menos de dois anos.

A AGLO não informa quanto custa, aos cofres federais, operar o ginásio para um jogo de basquete. E vem argumentando que decidiu ceder gratuitamente o espaço porque os clubes, que gerem orçamentos contados na casa de centenas de milhões de reais, passam por crise financeira. “Meu entendimento é que se há uma dificuldade financeira deles e eu tenho arenas, por que não ceder?”, comentou Paulo Márcio, presidente da AGLO, ao blog, em dezembro.

A resposta vem do Tribunal de Contas da União (TCU), que em agosto do ano passado, em Acórdão, determinou à AGLO “a adoção de um modelo de gestão sustentável de legado olímpico sob os aspectos econômico, social e ambiental”. A falta de providências foi questionada recentemente pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio, que enviou à autarquia uma série de questionamentos.

Entre eles, sobre a política de precificação. É que a AGLO precisa divulgar publicamente “a precificação e a classificação dos eventos adotadas para fins de autorização de uso”. Por se tratar de um equipamento público e de um órgão público, o valor cobrado pelo aluguel da Arena não pode variar de acordo com a boa-vontade do governo e precisa ser definido por tabela. Afinal, essa receita deveria ser parte fundamental para que o parque olímpico seja sustentável financeiramente, como exige o TCU.

Se tivessem que pagar aluguel para utilizar a Arena, Vasco e Botafogo teriam prejuízo. Os borderôs do NBB10 mostram que, das oito partidas em que o clube cruzmaltino foi mandante, em sete houve cobrança de ingressos, sempre de 10 a 20 reais, enquanto que as planilhas dos três jogos alvinegros como mandante indicam não ter havido venda de ingressos.

Para o Vasco, o melhor público foi no clássico contra o Flamengo, em janeiro, quando 738 pagaram para entrar e geraram uma renda de R$ 10.310. Nos outros seis jogos, a renda média foi de R$ 3,4 mil, para 256 pagantes. O Ginásio de São Januário comporta um público assim, haja visto que na final da Liga Ouro, em 2016, o público total (não houve cobrança de ingresso na ocasião) foi de mais de 1.100 pessoas. Pagando aluguel, não haveria por que o Vasco ir até a Barra.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve média expressiva de público jogando na Arena Carioca 1. Em 14 partidas, obteve uma renda total de pouco mais de R$ 300 mil, com média de R$ 21,4 mil por jogo, para um público total de quase 20 mil pagantes e uma média de 1.420 pessoas. Ou seja: tirando o clássico entre Vasco e Flamengo, o público e a renda médias do Flamengo foram superiores ao total do Vasco em seis partidas.

Até porque, apesar de serem times de camisa, Vasco e Botafogo têm duas das piores médias de público do NBB como um todo, com média de menos de 500 torcedores por partida na fase de classificação, incluindo aí quem entra sem pagar – até porque o Botafogo não cobrou ingresso no torneio. O Flamengo vai melhor, com média de quase 2 mil torcedores por partida, só inferior a Franca e Mogi.

Fonte: UOL Esporte

Enquete

Você é favorável ao retorno de Antônio Lopes no cargo de dirigente?

Deixe seu comentario