Casaca comenta sobre episódio envolvendo Pikachu

03/05/2019 às 20h49 - CLUBE

O negócio da direção do Vasco parece ser jogar para a galera, como se de fato desse bola para ela no que tange a apresentar resultados que a satisfaça.

Ela, direção, vê em ações tomadas, como a de hoje, uma oportunidade para tentar angariar simpatia do público vascaíno.

O afastamento imediato, dito em mídias sociais, do atleta Yago Pikachu, é uma atitude tão irresponsável quanto insensível para com o atleta, que nem teve o direito de dar sua versão no caso, antes da punição sofrida.

O atleta é funcionário do clube, ativo do clube e está exposto para o público de forma maniqueísta, porque já foi dado como culpado pelo episódio e com isso já queimado, em função da notícia de seu desligamento do jogo de amanhã.

Só pela feição do rosto do atleta dava para ver que havia sido um movimento reativo a algo sofrido por ele, vindo do torcedor.

Claro que ele tem de se controlar e tal, mas depois viria público, pediria desculpas, e tentaria resolver a questão de forma mais tranquila, como tentou fazer (já condenado pela direção para o público) há algumas horas.

A direção tem de fazer a correção internamente, puxar a orelha, mas mostrar perante ao grupo que vai cuidar do atleta, blindá-lo, mas cobrá-lo internamente, porque isso passa confiança para os demais de que a direção os protege.

Mas faz-se questão de se proceder diferente, jogando-o às feras e trazendo para ele o foco num momento delicado do clube neste início de campeonato.

A atitude reativa de Yago Pikachu simboliza o Vasco agredindo sua torcida, a imagem que fica é aquela registrada pelas câmeras.

Exatamente por isso a direção tem de internamente fazer ver ao atleta o que significa seu ato, mas protegê-lo contra o apedrejamento em praça pública.

Yago Pikachu tem contrato até junho de 2021 e isso também deve ser considerado. Vive uma má fase como viveu uma muito boa no ano passado. Não ajuda em nada ser exposto como foi.

Poderia ser escalado o atleta ou não, até com o discurso de preservá-lo, mas jamais meia hora depois do episódio sair em mídias sociais – sem refutação do clube- que ele não atuaria por conta do episódio.

Repetindo que a ação dele, mesmo reativa, está errada e acaba ferindo a imagem da delegação vascaína perante a torcida manauara, mas a justificativa de uma criança envolvida no episódio atenua seu rompante.

Nada, entretanto, atenua a forma como chegaram as informações sobre o procedimento do clube, sem qualquer refutação veemente do próprio Vasco, fazendo crer a todos que a solução fora mesmo jogar o Pikachu às feras, proporcionando com isso um clima desarmonioso na véspera da partida.

Que venham os dirigentes vascaínos a público proteger, enfim, o atleta, pois antes tarde do que nunca.

Sérgio Frias

Fonte: Casaca!