Treinador com raízes gaúchas, Celso Roth se acostumou, nos últimos anos, a encarar clássicos cariocas. Desta vez, o treinador terá pela frente o mesmo Botafogo que dirigiu em parte da temporada de 2005. E, se observar o retrospecto contra o rival, Celso Roth pode sorrir com a ampla vantagem.
Nas sete vezes em que esteve sentado no banco adversário ao do Botafogo, Roth saiu vitorioso em cinco oportunidades. Empatou uma e saiu derrotado em outra. Mas mesmo os 76% de aproveitamento em jogos contra o Glorioso não são necessários para o atual treinador vascaíno acreditar que a vitória está garantida hoje. Pelo contrário.
- O Botafogo é um todo. Os jogadores têm muita qualidade técnica e são muito rápidos. E no futebol, hoje, o coletivo é muito importante - avaliou o treinador vascaíno.
Com o escândalo da arbitragem no Brasileiro de 2005, alguns jogos tiveram de ser disputados novamente. E o Vasco e Botafogo da terceira rodada foi novamente jogado em São Januário. Na ocasião, Roth era o comandante do clube de General Severiano e viu seu time ser derrotado por 1 a 0, gol de Romário, que estará ao seu lado hoje.
Desde então, o Vasco não conseguiu mais ter êxito em um clássico contra o Botafogo. Nada que assuste Roth. O gelo em um clássico carioca pelo lado do Vasco já foi quebrado diante do Fluminense, num empate em 1 a 1 há duas semanas. Mais tranqüilo no clube e com menos de dois meses de trabalho, o treinador vascaíno garante não ligar para estatísticas.
- Se escrita valesse, não ganhava o jogo contra o América-RN, já que o Vasco não vencia na estréia de Brasileiros havia tempos. O Sport também não perdia no Rio havia muitos anos. O Vasco não vence desde 2005, é algo muito recente ainda. O que vale é o momento das equipes - afirmou o treinador.
Assim que chegou ao Vasco, Celso Roth era visto com desconfiança pelos torcedores. Nada que uma liderança não tenha mudado.