Clubes defendem bets reguladas: 'Sem, o futebol brasileiro pode acabar'
Na noite de quinta-feira, alguns dos principais clubes de futebol do Brasil se posicionaram publicamente em defesa do mercado regulado de apostas. A manifestação ocorre em resposta à possibilidade de o Governo Federal editar uma Medida Provisória que proibiria jogos de cassino on-line.
A nota foi divulgada por entidades como a Federação Paulista de Futebol e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, além dos clubes Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. O texto enfatiza que as apostas regulamentadas são uma fonte crucial de receita para o esporte nacional, beneficiando não apenas grandes times, mas também equipes menores e competições com menos visibilidade comercial.
Os clubes alertam que uma mudança na legislação pode levar os apostadores ao mercado ilegal, ressaltando a importância de combater práticas ilegais e fortalecer a fiscalização sem comprometer o setor já regulamentado. "O torcedor não pode pagar essa conta", diz o manifesto, sublinhando que o fim do mercado regulado poderia prejudicar diretamente o futebol.
Desde a semana passada, dirigentes estão mobilizados em reuniões para traçar estratégias. A Federação Paulista liderou encontros com outras federações para discutir um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo que pretende restringir a publicidade das empresas de apostas na cidade.
Informações obtidas pelo ge indicam que o texto da Medida Provisória está pronto e deve ser publicado até terça-feira. No entanto, há um esforço dentro do governo para limitar a proibição apenas a determinados jogos on-line específicos.
A preocupação dos clubes é justificada pelos números: estima-se que as bets investem mais de R$ 1 bilhão anualmente em patrocínios aos times da Série A do Brasileirão. A possível restrição poderia impactar diretamente esse investimento no esporte.
Com informações do ge.
O patrocinador máster atual do Vasco da Gama é a Sportingbet. O contrato de patrocínio foi anunciado em julho de 2026 e abrange tanto as equipes profissionais masculinas quanto o futebol feminino, com vigência inicial até o fim de 2027.