Concessionária recusa pedido do Vasco e compara Maracanã ao San Siro
A tentativa do Vasco de enfrentar o Boca Juniors no Maracanã, pela Sul-Americana, esbarrou em uma negativa da concessionária Fla-Flu Serviços S.A., que administra o estádio. O Gigante da Colina recorreu à Justiça para garantir a utilização da arena em 20 de outubro, mas a empresa alegou que as condições do gramado não permitem mais um jogo devido ao excesso de partidas e às adversidades climáticas recentes.
Na documentação enviada ao Vasco, a concessionária comparou a situação do Maracanã com estádios europeus como o San Siro e o Estádio da Luz, destacando que o número de jogos realizados no Rio supera significativamente os realizados nesses locais. Até agora, o Maracanã sediou 58 partidas em 2026, enquanto o San Siro recebeu apenas 31.
Ainda segundo a Fla-Flu Serviços, as altas temperaturas e um aumento de 208% no volume de chuvas em agosto impactaram negativamente na recuperação do gramado. A empresa também já tem agendados três jogos entre 18 e 25 de outubro, dois do Flamengo e um do Fluminense, afirmando que incluir mais um jogo comprometeria ainda mais a qualidade do campo.
O Vasco argumenta que São Januário não atende aos requisitos da CONMEBOL para a partida devido à sua capacidade limitada. O clube defende que o Maracanã é a escolha ideal por sua infraestrutura superior e ligações históricas com grandes eventos esportivos. Além disso, contesta as justificativas técnicas apresentadas pela concessionária.
Na Justiça, o Vasco solicita a liberação imediata do estádio para seu jogo contra o Boca Juniors e tratamento igualitário em relação aos outros clubes do Rio. A petição inclui também uma solicitação para uso integral dos ingressos e aplicação de multa diária caso haja descumprimento da decisão judicial.
Com informações da ESPN.
Vasco destaca contradições de dupla em processo judicial sobre o Maracanã
O Vasco ajuizou uma ação para que a semifinal da Copa Sul-Americana de 2026 contra o Boca Juniors, em 20 de outubro, ocorra no Maracanã. O clube afirma que o consórcio do estádio, gerido por Flamengo e Fluminense, contraria os motivos para recusar o pedido.