Futebol

Confira a análise tática do time vascaíno campeão estadual 2015

Impossível não associar o fim do jejum de 12 anos em Estaduais com o lema “o respeito voltou”. Eurico voltou para isso mesmo: vencer. A aliança com a FERJ é questionável, as notas pessoais lamentáveis e as rivalidades desnecessárias. Será que os fins justificam os meios?

Deixando a política de lá, o nome do título é mesmo Doriva. Escolhido após a recusa de Marquinhos Santos, o técnico fez o básico com elenco mediano e dinheiro escasso: definiu base, fortaleceu a defesa e achou soluções para encaixar o que tinha de melhor.

Na pré-temporada em Manaus o 4-2-3-1 de sempre tinha Sandro Silva e Guinazu como volantes, com uma linha de meias composta por Bernardo, Marcinho e Montoya. Você leu aqui que o sistema era bom e faltava um “9”. Era Gilberto.

Além dele, Doriva insistia que o time precisava ter mais a posse e controlar o jogo. A criativa solução foi posicionar Julio dos Santos como meia aberto na direita: com a bola, ele recua para receber dos volantes e armar o jogo, abrindo o corredor para Madson enquanto Rafael e Gilberto correm pra área. Jogada manjada, treinada e funcional do Vasco.

Foram 35 gols, sendo 23 de bola parada. Recurso de jogo importante - afinal, é uma chance de gol! - e usado muito com Gilberto, 9 participativo e móvel que une presença de área e boa movimentação. Ainda faz o pivô preparado para a chegada de algum meia.

O “script” foi seguido à risca contra o Botafogo: o Fogão dominou os minutos iniciais e o Vasco passou a tocar mais a bola e procurar Julio ou Gilberto, até achar o gol em uma roubada de bola no campo adversário. O 4-2-3-1, mantido do início ao fim, é entrosado e sabe dar resposta quando sai da característica.

Sem a bola, o Vasco se comporta com 2 linhas de 4, em bloco médio. O que isso significa? Que todo mundo volta para o campo de defesa e passa a marcar a partir da linha divisória. A marcação não é exatamente sufocante e se baseia em encaixes individuais, mas funcionou: 14 gols levados, sendo 5 do Friburguense.

E assim o Vasco volta a ser respeitado em títulos, já que na história merece respeito sempre. É hora de comemorar - com um olhinho no Brasileiro que começa sábado e vai exigir mais do elenco e do time.

Fonte: Blog Painel Tático-ge
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