Confira outros tópicos da coletiva do técnico do Vasco

13/03/2020 às 00h53 - CLUBE

Depois da derrota por 1 a 0 para o Goiás pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, nesta quinta-feira, Abel Braga voltou a ouvir protestos da torcida em São Januário. A demora para dar as caras na coletiva de imprensa causou apreensão, e uma das primeiras perguntas para o treinador foi: você pensou em pedir demissão? Ele respondeu:

- Eu não tomo decisões de cabeça quente. Se eu tiver que pedir demissão, amanhã ou depois eu peço, falo com o presidente. Eu gosto muito do Vasco, eu gosto muito do presidente, eu gosto muito do grupo de trabalho, eu gosto muito dos jogadores. Mas não gostei nada da atitude no 1º tempo. É inexplicável. Tudo que nós treinamos e conversamos ontem o Goiás fez conosco. Tocar, mexer, tocar, mexer, e a gente olhando.

O treinador foi perguntado, também, se estava abatido pelas ofensas. E, dessa vez, não deixou sequer o jornalista concluir a pergunta.

"Abatido nada, não estou satisfeito. Meu time jogou o que jogou, e eu vou ficar contente? No segundo tempo, teve atitude do tamanho do Vasco e da torcida. Vou ficar abatido sempre, porque eu não aprendi a perder. Eu queria ser mais complacente com a derrota. A vitória do Goiás foi merecida, mas foi lamentável ", disse.

Abel elogiou bastante a postura da equipe no segundo tempo, mas revelou que isso só foi possível depois de um puxão de orelha no vestiário.

- Os jogadores, independentemente do momento e da posição, são exemplares. O primeiro tempo foi muito ruim, mas algum tipo de posicionamento errado ocasionou o gol. Tivemos que correr atrás do Goiás. Falei: "Vocês me passam uma coisa no treinamento e têm uma atitude daquelas no primeiro tempo?". Nos sentimos envergonhados. Você não vai na qualidade, mas tem que ir no esforço. Foi só isso que tivemos no segundo tempo. Tínhamos que melhorar bastante. Se tiver que mudar quatro ou cinco, eu não me importo. O Vasco tem que dar a resposta - contou.

Confira outros trechos da coletiva de Abel Braga:

Análise da partida

- Não podemos chegar em uma partida de tamanha importância, estádio lotado, incentivo abismal e termos a atitude que tivemos no primeiro tempo. Simplesmente corremos atrás do Goiás no primeiro tempo. O Goiás veio com respeito grande pelo Vasco. Nós não soubemos aproveitar. O primeiro tempo, de repente, foi o pior. Saí com vergonha. Nunca falei com eles da maneira que falei. No segundo tempo, a atitude foi totalmente diferente. A primeira bola chutada pelo Goiás foi aos 41 ou 42 do segundo tempo.

Melhora no segundo tempo

- O que mudou foi a atitude. Tem que evoluir bastante. Tem hora que você chega num determinado momento que não tem nome. Vou colocar o que me dê a resposta. O Vinícius, desde que entrou na equipe, vem sendo titular. Hoje não foi feliz. Ao mesmo tempo que o tirei, e o Riba passou a segurar a bola, levando o Caju para dentro para passar Pikachu e Raul. Ao mesmo tempo o Guarín, que tem qualidade muito grande, mas não se encontra no melhor da forma. O Benítez me chamou atenção de forma positiva, mas ele vem com lesão da Sul-Americana. Fez coisas boas no treino, e eu não vou arriscar?

Fase ruim

- O time não evoluiu. Já teve situação de não criar muito, passou a criar e não fez os gols. Ainda não passou a praticar um futebol convincente.

Desgaste do elenco

"Meus quatro jogadores de trás jogaram sem ser substituídos. Tivemos um jogo bem pegado na quinta-feira contra o ABC. Fomos jogar com a mesma equipe, fisiologia deu certo alerta, e nós não seguimos. Botamos a equipe e não fomos bem. Jogamos quinta, temos clássico no domingo. Mas não quer dizer que está decidido, o Goiás venceu 90 minutos. Tínhamos que conversar muito para ver o que é o melhor".

Situações de Benítez e Guarín

- O Guarín teve problema no músculo, não rompeu. Mas quando você vem de uma parada, sem ritmo ideal, um pouquinho acima do peso. Jogou 45 minutos contra o Resende, não era para ter jogado. Depois jogou 60 contra o ABC. Pesou o adutor. Essa parada que ele teve que dar fez mal para ele. Retrocedeu.

- O Benítez ainda não tinha treinado comigo. Começou muito inibido, aos poucos se soltou de maneira muito interessante. Treinou bem. Como eu queria fazer a marcação no primeiro homem e ele gosta de jogar por trás do atacante, mas o Goiás teve méritos de tirar espaços.

Fonte: Globoesporte.com