AS FALSAS NARRATIVAS DE QUEM É CONTRA A VENDA DA VASCO SAF
Diante do avanço do processo de venda da SAF do Vasco e da proliferação de narrativas apressadas e equivocadas por parte de segmentos da imprensa e de influenciadores do meio do futebol (em frontal ataque aos interesses do clube), a Confraria Vascaína vem a público esclarecer o tema com base em fatos e, sobretudo, na legislação vigente, demonstrando de forma inequívoca que o processo de venda da Vasco SAF não afronta qualquer dispositivo legal.
1. Recuperação Judicial NÃO impede operação. Viabiliza.
Circula uma falsa ideia de que o Vasco estaria impedido de contratar jogadores por estar em Recuperação Judicial. Isso é FALSO e não encontra respaldo na legislação.
- A Recuperação Judicial existe para reorganizar fluxo de caixa e permitir continuidade operacional. Isso inclui, de forma inequívoca, contratar, investir e competir.
- Suspende passivos antigos. Não congela o clube no presente.
- Um clube proibido de contratar em RJ não se recupera. Ele encerra atividades.
Os precedentes estão aí: Cruzeiro e Coritiba operaram normalmente em SAF e em RJ.
2. Misturar estruturas jurídicas é DESINFORMAR
A tentativa de equiparar situações entre Crefisa, Palmeiras e a possível SAF do Vasco é conceitualmente equivocada.
- A Crefisa FOI PATROCINADORA do Palmeiras (não é mais), um clube associativo. A empresa NÃO possui participação acionária no Palmeiras nem em nenhum outro clube.
- Leila Pereira é presidente eleita de uma associação. Não é acionista.
- Já Marcos Faria Lamacchia seria, de fato, controlador de uma SAF — estrutura empresarial, com governança, responsabilidade e fiscalização próprias.
São modelos distintos. Regras distintas. Responsabilidades distintas.
3. Fair Play Financeiro: o regulamento existe para RESOLVER, não para INTERDITAR
O regulamento da CBF não antecipa condenação. Ele prevê análise.
- Existe prazo para saneamento de eventuais conflitos.
-A análise recai sobre controle e influência efetiva.
-O caso sequer foi submetido à instância competente, como a ANRESF.
Ainda assim, parte da imprensa optou por julgar antes de analisar. Perguntamos: qual o interesse por trás disso?
4. Sobre o uso indevido do termo “Blind Trust”
Aqui está um dos pontos mais relevantes — e mais mal tratados. O conceito de blind trust vem sendo invocado de forma tecnicamente incorreta.
-Em um blind trust real, o beneficiário não sabe onde seu patrimônio está investido.
-O trustee tem autonomia total e o titular não tem qualquer visibilidade ou ingerência.
-O objetivo é impedir, estruturalmente, qualquer possibilidade de influência.
Não é isso que está em discussão no Brasil. O que se debate aqui é outra figura:
-O proprietário sabe onde está o ativo
-Mas delega a gestão a terceiros independentes
Isso é governança com segregação de gestão. Não é blind trust.
5. Sobre os apontamentos de Rodrigo Capelo
Capelo é um jornalista sério, respeitado e vascaíno. Porém, nesse caso, ele está equivocado e apontamos o porquê:
-“Risco de favorecimento esportivo”: Essa afirmação parte de uma premissa de má-fé. Não de evidência. O Direito não trabalha com presunção abstrata de fraude.
-“Disputa de ativos entre clubes”: Isso ocorre DIARIAMENTE no futebol global entre clubes ligados a agentes, fundos, bancos e patrocinadores comuns. E NUNCA foi tratado como anomalia sistêmica.
-“Precisa parecer honesto”: Nesse caso, a aparência não substitui o fato. O ordenamento jurídico brasileiro não pune percepções, pune condutas.
-“Risco regulatório por vínculo familiar”: Marcos Faria Lamacchia é enteado de Leila Pereira. O Código Civil distingue claramente parentesco por afinidade de consanguinidade. Regulamentos esportivos tratam conflito estrutural com base em controle direto, o que NÃO é o caso.
6. Se o tema é conflito de interesse, que seja tratado de forma completa
O futebol brasileiro enfrenta cenários BEM MAIS SENSÍVEIS sob a ótica de governança:
-Betano, empresa de apostas esportivas, patrocina o Brasileirão e o atual campeão da competição SIMULTANEAMENTE.
-BRB injeta há alguns anos dinheiro ESTATAL em clube PRIVADO.
-Dirigentes de clubes atuam como agentes de mercado.
-Atletas envolvidos em escândalos de apostas seguem em atividade.
Perguntamos: onde estava o mesmo rigor narrativo?? A régua não pode aparecer apenas quando o tema é o Vasco.
7. A posição da Confraria é clara: apoio total à venda
A venda da SAF, conduzida com os devidos cuidados jurídicos e regulatórios, não representa um conflito estrutural inevitável. Representa uma oportunidade concreta de ruptura com o passado.
A tentativa de transformar essa operação em um caso de risco sistêmico antes mesmo da análise formal NÃO é prudência. É DESINFORMAÇÃO E ATAQUE AOS INTERESSES DO VASCO.
Não aceitaremos que desinformação substitua análise.
Não aceitaremos que narrativa substitua direito.
O Vasco não pode ser refém de leitura rasa travestida de cautela.
Sabemos o que está em jogo. E sabemos o que precisa ser feito.
#REVENDAJÁ
AS FALSAS NARRATIVAS DE QUEM É CONTRA A VENDA DA VASCO SAF
— Confraria Vasco Oficial (@Confraria_Vasco) March 30, 2026
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