Contrato da MRV é de R$ 3,5 milhões por ano

03/07/2008 às 07h28 - CLUBE

Aos poucos, a condição financeira do Vasco na era Eurico Miranda vai sendo levada a público. Ontem, a diretoria de Roberto Dinamite teve acesso ao valor assinado entre o clube e a construtora MRV, no início da temporada. A cláusula de confidencialidade assinada pela administração anterior escondia a quantia de R$ 3,5 milhões por ano, cerca de R$ 292 mil por mês.

O valor é muito inferior ao assinado por outros grandes clubes do Brasil. O Corinthians, por exemplo, recebe anualmente R$ 16,5 milhões da Medial Saúde. O Flamengo, R$ 15,7 milhões por ano da Petrobrás. Para piorar, o Vasco já gastou todo o dinheiro que recebeu referente a 2008.

Em sua primeira entrevista coletiva em São Januário como presidente eleito, Roberto Dinamite não escondeu que a maior preocupação do Vasco, no momento, é ter condição de pagar as contas.

– Pelo o que eu soube, o caixa do clube está zerado. Eu não gostaria de ter entrado nessa situação em que as fontes de receita estão comprometidas. Esta é uma questão que teremos de resolver. Temos os nossos compromissos com os funcionários e os jogadores – lamentou.

Dinamite não escondeu que a contenção dos gastos não está descartada. O presidente garantiu que o quadro de funcionários não está ameaçado, mas prometeu analisar o custo-benefício da sede do VascoBarra. A dívida do clube com os donos do centro de treinamento, somada ao IPTU atrasado, gira em torno dos R$ 5,5 milhões. O aluguel, de R$ 80 mil mensais, está atrasado em oito meses.

– Nós vamos analisar a situação com todo cuidado, ver a relação custo-benefício do lugar. Com tranqüilidade, nós vamos decidir o que fazer. Foi dito durante a campanha para a presidência que eu não daria valor ao patrimônio do clube. Não é o caso, mas temos de ver o que é bom para o Vasco – explicou.

Fonte: Lance