Coordenador se escala em time dos sonhos: "Tem que ser o Antônio Lopes"

24/07/2020 às 12h50 - FUTEBOL

Hoje coordenador técnico do Vasco, Antonio Lopes é o treinador que comandou o clube em suas principais conquistas no futebol profissional. Ganhou Libertadores, Brasileiro e estaduais à frente do Gigante da Colina. Nesta semana, ele fechou o especial "Time dos Sonhos" da Vasco TV.

Convidado a escalar sua seleção vascaína, Lopes mesclou jogadores que idolatrou em sua infância, nos anos 50, e atletas dirigidos por ele no final da década de 90. Justificou as escolhas uma por uma. O único sobre o qual não fez qualquer comentário é Roberto Dinamite, maior ídolo do clube e seu comandado nos anos 80.

Em relação ao treinador deste escrete, não foi modesto. Se escalou e garantiu: para ganhar do time que montou, só mesmo um combinado mundial muito forte.

- O técnico seria eu tranquilamente. Tem que ser o Antônio Lopes, que conseguiu os maiores títulos aqui, os títulos mais valiosos, como a Libertadores. Então tem que ser o Antônio Lopes o técnico do Time dos Sonhos do Vasco da Gama. Teria que ter uma seleção mundial muito boa para ganhar do Vasco da Gama.

Antônio Lopes escala time dos sonhos do Vasco — Foto: Reprodução/Vasco TV

O time é o seguinte: Barbosa, Paulinho, Bellini, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho Quintanilha, Juninho Pernambucano e Ramon; Edmundo, Ademir Menezes e Roberto. Confira as justificativas abaixo:

Critério adotado: - Sou bastante antigo e, inclusive, sou torcedor do Vasco desde a década de 50. Meu pai, quando nascia um filho, já presenteava com uma camisa do Vasco da Gama. Com 8 ou 9 anos, meu pai já me trazia para ver o Vascão jogar. Meu time dos sonhos é um que muita gente não deve nem lembrar.

Time dos Sonhos:

Barbosa - É um goleiro excepcional, morava em Ramos, e eu morava em Bonsucesso. Às vezes eu passava pela casa dele, e ele falava comigo. Deixar uma menção honrosa ao Carlos Germano, que me ajudou muito quando era treinador naquele Campeonato Brasileiro que ganhamos em 1997.

Paulinho - Excepcional, também da década de 50, um gaúcho que veio do Internacional para o Vasco. Jogava muito, foi de seleção brasileira.

Bellini - Foi campeão do mundo em 1958 pela seleção como titular. Em 1962 também estava, não era titular, mas participou da conquista da seleção brasileira.

Mauro Galvão - Foi meu jogador, me ajudou muito também nas grandes conquistas do Vasco sob a minha direção. Era o capitão da nossa equipe.

Felipe - Trabalharam comigo vários laterais-esquerdo bons, mas igual ao Felipe não teve. Jogador excepcional. Tive a honra de promovê-lo da base para a equipe profissional.

Luisinho Quintanilha - Volante moderno, um segundo volante que saía bem para o jogo. Se jogasse hoje, jogaria em qualquer time grande. Marcava bem, tinha inteligência para jogar e uma qualidade técnica boa.

Juninho Pernambucano - Outro meio-campo excepcional que o Vasco teve. (Contra o River Plate, na Libertadores de 1998) Como estava voltando de contusão, começou no banco. O coloquei no transcorrer da partida, e ele acabou resolvendo com uma falta espetacular. Goleiro do River não estava acreditando que ele ia bater direto. Acabou sendo o responsável pela conquista daquele título.

Desclassificamos o River, que era o bicho-papão. Quando passamos, pensei: "Vamos pegar o Barcelona de Guayaquil e vamos ganhar tranquilos". Senti que ia ser campeão quando tiramos o River.

Ramon - Hoje é o treinador do Vasco da Gama. Quando cheguei aqui, Ramon já estava, mas o Vasco não estava bem. Eles começaram a subir de produção comigo e se tornaram o que foram. Eles foram muito importantes para aquelas conquistas.

Ademir - Meu ídolo. A lembrança que tenho é um jogo dele do Vasco da Gama contra o Flamengo, que tinha um bom time. Ele foi lançado, se não me falha a memória, pelo Maneca. Ele entrou entre o Pavão e o Jadir. Ademir era muito rápido, conseguiu penetrar no meio deles, e o goleiro do Flamengo era o García.

Ele só tocou na saída do García e deu a volta por trás do gol. Me lembro que ninguém tinha feito isso de meter o gol e correr por trás do gol. Isso me marcou muito, ainda mais sendo em cima do Flamengo.

Edmundo - Naquele Campeonato Brasileiro de 97, o Edmundo fez 29 gols, foi o protagonista daquela conquista.

Roberto Dinamite - não teceu comentários.

Fonte: GloboEsporte.com