Ex-Vasco, atacante Nunes relembra passagem pelo clube

06/01/2019 às 08h55 - CLUBE

Ele foi campeão da Copa do Brasil em 2004, pelo Santo André, ao bater o Flamengo na final. Além do clube do interior paulista, o atacante Nunes soma outros inúmeros clubes na carreira, entre eles, talvez o principal, o Vasco. Em dezembro de 2018 acertou com o Gama, para a disputa do Campeonato Estadual.

Em entrevista ao Esporte 24 Horas, o atacante, que atuou com grandes jogadores no cruzmaltino, como Felipe, Philippe Coutinho, Allan, Dodô, Fernando Prass, Zé Roberto e outros, conta o porquê aquele time não conquistou títulos e revela não ter mágoas do clube carioca.

Foto: Vasco/DivulgaçãoNunes ao lado do ex-companheiro Zé Roberto
Nunes ao lado do ex-companheiro Zé Roberto

“Não tem explicação para não termos conquistado títulos. Às vezes, o time tem os melhores jogadores, mas não dá liga, não consegue vencer. Isto é que deve ter acontecido com a gente naquele ano”, disse Nunes, se referindo ao ano de 2010, quando atuou pelo Vasco da Gama.

Diferentemente do que aconteceu em 2004, com o Santo André. Uma equipe até então desconhecida no cenário nacional, que surpreendeu o país ao vencer, e bem, o Flamengo, em plena final de Copa do Brasil. Este, sem dúvidas, é considerado por Nunes seu título mais importante na carreira.

“Com certeza foi um marco sim. Foi um ano muito abençoado para todos que estavam no clube, a gente conseguiu ser campeão em uma edição com 64 clubes, foi uma campanha muito boa e com certeza marcante para quem estava no grupo.”, disse o atacante.

Pouco utilizado

Durante seu período no Vasco, emprestado pelo Santo André, Nunes atuou apenas em 14 partidas, com três gols marcados. Pouco, para o que ele esperava.

“Tenho um carinho bem bacana com o Vasco. Foi um ano bacana. Lembro de tudo que passamos, os momentos bons e ruins. Existe muita pressão em jogar lá, ainda mais no Vasco, que a torcida é apaixonada pelo clube, mas também apoiam bastante quando o time está precisando. Não ficou mágoa nenhuma. Fui pouco aproveitado, mas também sofri com lesões”, lembrou o ex-camisa 9.

Nunes contou também que, sempre que pode, costuma acompanhar os clubes pelo qual passou, e não foram poucos. Mas, de longe, prefere não opinar sobre os problemas que passa o clube carioca com oscilações entre a primeira e a segunda divisão do Brasileirão, além das questões fora de campo, como eleições presidenciais, atrasos, falta de luz e água em São Januário, etc.

“Dificil opinar estando fora do clube, sem viver o dia a dia. Mas torço sempre para a melhoria do Vasco”, afirmou.

Período nos Emirados Árabes

Há muitos anos, mais precisamente em 2006, Nunes se aventurou nos Emirados Árabes, onde defendeu o Hatta Club. Em uma temporada, teve atuações brilhantes e a fama de artilheiro ficou conhecida no Oriente Médio. Em 24 jogos, foram nada menos que 50 gols. Porém, era outra época. O futebol árabe era menos prestigiado por grandes jogadores, além de que, pagava-se muito menos do que nos dias atuais.

“Hoje o futebol árabe está mais visado, muitos brasileiros jogam ou jogaram por lá. Na minha época era bem diferente, mas eu aproveitei. Foi um período maravilhoso de minha vida lá”, contou Nunes.

Histórico no rival do Gama

Devidamente apresentado pelo Gama, Nunes tem uma passado pelo Brasiliense, principal rival. Durante uma partida contra o próprio Gama, o atacante se envolveu em uma confusão durante um clássico. Brigou e pegou seis jogos de suspensão. Mas isto é passado. Inclusive, nem se fala no assunto dentro do atual clube do jogador.

“Episódio superado. Essas coisas acontecem no futebol, dentro de campo a gente defende o clube que está ligado. Aqui ninguém falou sobre isso não”, afirmou o jogador.

Aos 36 anos, Nunes ainda não sabe até quando vai seguir jogando, mas, no que depender dele, o futebol não vai sair de perto.

“Acertei com o Gama no final do ano passado, conheci as estruturas do clube, os profissionais, isso tudo foi bem bacana e acabamos assinando. Espero que a gente consiga fazer uma excelente temporada, começando já pelo estadual agora nesse mês. Vou jogar até quando meu corpo aguentar. Não tenho em mente a aposentadoria ainda. Quando eu parar eu penso no que farei, mas acredito que ficarei ligado ao futebol sim”.

Antes de se encerrar a entrevista para o Esporte 24 Hora, Nunes deixou um recado para um ex-companheiro com quem atuou no Vasco.

“O Fellipe Bastos é um excelente jogador e com certeza se dará muito bem no Vasco novamente”, disse ele.

Fonte: Esporte24Horas

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