Futebol

Excursão vascaína encantou os escandinavos em 1961

CONHEÇA A EXCURSÃO VASCAÍNA QUE ENCANTOU OS ESCANDINÁVOS; O VASCO FEZ 50 GOLS EM 10 JOGOS E O PRESIDENTE DO CLUBE CHEGOU A DIZER: “O Vasco já não se pertence; todos querem vê-lo jogar!”

Do calor para o frio. Se no sábado (09/10) contamos como foi a experiência do Vasco em território africano, hoje contaremos como foi a experiência do Vasco no frio intenso dos países nórdicos.

Em 1961, o Vasco fez uma excursão para o norte da Europa visitando países como Noruega, Suécia e Dinamarca. E não fez feio! Foram 50 gols em 10 jogos. Uma média fabulosa de 5 gols por partida.

Bellini e o capitão do Aachen (Foto: Correio da Manhã)

Vale lembrar que na mesma excursão o Vasco ainda passou pela Alemanha e Portugal, tendo feito mais 4 jogos. Na Alemanha, o sucesso do Vasco foi imenso, tanto que ao fim da excursão os dirigentes vascaínos davam autógrafos para os alemães, como noticiou o Correio da Manhã.

Foram 3 jogos e 3 vitórias: 1 a 0 contra o Offenbach (gol de Pacoti), 2 a 0 contra o St. Pauli (Pinga e Roberto Pinto) e 3 a 2 contra o Aachen (2 gols de Pinga e um de Pacoti).

Dirigentes vascaínos dando autógrafos na Alemanha (Foto: Correio da Manhã)

O primeiro jogo em território norueguês entrou na história, o Vasco goleou um combinado de Tordheim (Noruega) por 11 a 0. Segundo o Jornal dos Sports, a maior goleada de um clube brasileiro na história.

O jogo contou com um público de cerca de 10 mil espectadores e os gols foram marcados por Saulzinho (3x), Sabará (3x), Pinga (2x), Roberto Pinto, Laerte e Pacoti.

O segundo jogo aconteceu em Troensberg contra o EIK. O Vasco novamente não perdoou e goleou o adversário: 10 a 0. Os gols vascaínos foram marcados por Saulzinho (2x), Pacoti (2x), Roberto Pinto (2x), Lorico (2x), Sabará e Laerte.

Nelson Rodrigues, que escrevia para o Jornal dos Sports, chegou a dizer que a passagem do Vasco pela Noruega era “sádica” e que já não se sabia se o Vasco era uma equipe de futebol ou de basquete.

Aliás, o capitão do título da Copa de 1958 havia sido cortado da seleção brasileira, o que causou revolta nos torcedores vascaínos, que foram recepcionar o atleta após o corte. Dias depois, Belini viajou para a brilhante campanha do Vasco pela Europa.

Capitão Bellini tinha a idolatria da torcida vascaína (Foto: Jornal dos Sports)

O terceiro jogo os noruegueses montaram uma seleção para quebrar a invencibilidade vascaína, mas não deu para eles. O Vasco venceu a seleção de Oslo por 2 a 0 com elogios da imprensa local, que afirmava que o Vasco era melhor que o Bangu que havia passado pelo país dias atrás. O placar em si é enganoso, já que só de escanteios o Vasco teve 19. O Vasco marcou os seus gols com Pacoti e Roberto Pinto.

Da Noruega, o Vasco foi para Dinamarca. Vitória fácil por 4 a 1 sobre o B. K. Frem. O clube dinamarquês completava 75 anos. O Vasco colocou água no chopp do clube com Saulzinho (2x), Roberto Pinto e Pinga.

O sucesso em terras escandinavas continuou. Desta vez, o show vascaíno se deu no país da vice-campeã mundial de 1958: a Suécia. Vitórias por 4 a 1 contra o Malmoe (2x Lorico, Pinga e Saulzinho), 4 a 2 contra o Dalarna, 8 a 1 contra o Bodens (4x Roberto Pinto, 3x Lorico, Saulzinho), 1 a 0 contra o Norrkoping, 5 a 1 contra a seleção de Helsingborg e empate em 1 a 1 contra o AIK (Belline).

Pacoti foi um dos destaque do Vasco na Escandinávia (Foto: Revista dos Esportes)

O presidente do Vasco na época, Allah Baptista, dizia que o “Vasco não pode deixar de ir à Europa, porque sua presença é reclamada. O Vasco já não se pertence; todos querem vê-lo jogar”.

Nestes jogos, o Vasco teve alguns destaques. Entre estes, encontra-se Saulzinho, o mesmo que brilhou na África em 1963. Roberto Pinto, sobrinho de Jair Rosa Pinto, também foi um outro destaque cruzmaltino.

No único empate contra o A.I.K., o Vasco pegou vários vice-campeões de 1958. Os suecos montaram uma verdadeira seleção, inclusive convocando jogadores que não atuavam no país para o confronto, como Lara Johanassen (cedido pela Sampdoria/Itália).

Saulzinho foi o artilheiro do Vasco na Escandinávia (Foto: Jornal dos Sports)

O Vasco empatou em 1 a 1 com gol de Bellini, que a seguir se machucou e foi substituído no segundo tempo por outro grande jogador que entraria na história do Vasco: o jovem Brito.

A despedida do Vasco da Europa foi melancólica. O time, já cansado, perdeu de 3 a 0 para o Porto, mas quem saiu mais chateado mesmo foi o treinador Martim Francisco que perdeu uma mala com 200 mil cruzeiros. O treinador em sua volta revelou que recebeu convites também do Barcelona e Milan para treinar os gigantes europeus.

Fonte: Papo na Colina
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