Filho de Dener quer reformar carro pelo pai

17/04/2019 às 07h58 - FUTEBOL

O paradeiro do Mitsubishi Eclipse branco de Dener surpreendeu até a família do craque falecido dia 19 de abril de 1994. Matheus Dener, filho mais novo do jogador, procurou José Luis Moreira, ex-vice de futebol do Vasco, para levar o carro para São Paulo 25 anos depois da morte do pai.

Matheus pensava que o carro havia sido leiloado por R$ 800 há muitos anos e tomou susto quando viu que o veículo estava no Rio de Janeiro. Ele vai resolver a pendência jurídica - o carro estava dentro do inventário do falecido jogador - com Marcel Marquesi, advogado que vai cuidar do caso, antes de viajar ao Rio para providenciar o transporte até a capital paulista.

A ideia dele é reformar o Mitsubishi com novas peças e deixar novo o carro que o pai tanto amava. Vaidoso, o jogador colocara as consoantes do nome e o número da camisa na placa (DNR 0010). Dener, que teve um Opala como primeiro carro, apelidava o carrão de "pássaro". O veículo foi exigência para renovação na Portuguesa. O carro estava em nome do clube paulista.

- Foi ali que meu pai morreu. É bem difícil, mas sei do apego e carinho que ele tinha pelos carros dele. Tanto que as pessoas falam que ele sempre amou todos os carros. É uma forma de guardar com carinho uma recordação que ele amava. Além do futebol e da família, ele amava muito os carros. Até as coisas que ele fazia com as placas e tudo mais - lembrou Matheus, que também é advogado e cuida da marca de roupas "DNR", em homenagem ao pai.

Grande benemérito do Vasco, José Luis de Moreira guarda o carro de Dener num galpão ao lado de São Januário desde a morte do jogador. Primeiro, o veículo ficou parado na garagem da frota de táxi de sua empresa. Depois, desceu para outro depósito, mais próximo ainda do clube. Na reportagem do GloboEsporte.com, ele já dizia que o carro estava à disposição da família.

- Espero que a família corra atrás para levar, se quiser. Não tem problema nenhum – dizia Moreira.

Foto: Raphael ZarkoDener estava no banco do carona. O amigo Otto Gomes de Miranda, que foi assassinado meses depois
Dener estava no banco do carona. O amigo Otto Gomes de Miranda, que foi assassinado meses depois

Fonte: GloboEsporte.com