Genérico do Romário ainda tenta chegar ao gol cem...

20/03/2007 às 18h14 - FUTEBOL

Ele é atacante, tem 1,69m, veste uma camisa com a cruz-de-malta no peito e tem o apelido de Roma. Não, ele não é o Baixinho. Até porque o jogador que já defendeu o Flamengo de 2000 a 2003 e atualmente atua no Belenenses, de Portugal, está muito longe do milésimo gol.

- Não sei quantos gols eu marquei, meu pai é quem conta. Acho que devo ter uns 40 como profissional - chuta Roma, de 28 anos, cujo nome de batismo é Paulo Marcel Pereira Merabet, por telefone, de Lisboa, ao GLOBOESPORTE.COM.

Apesar de tantas semelhanças com Romário, o genérico é mais humilde e sabe que tem poucas chances de atingir a marca do ídolo.

- Mil gols, eu? Você tá brincando! Isso é só para quem é um fenômeno, como o Baixinho.

A ligação de Roma com o original vai além do apelido que ganhou quando chegou ao juvenis do Flamengo, em 1997. Embora nunca tenha atuado ao lado do Baixinho (só treinou contra Romário na Gávea, em seus tempos na categoria júnior), o atacante do Belenenses sempre buscou estar perto do Gênio da Área.

- Tudo que sei devo a ele. Sempre gostava de ver ele treinando finalizações e admiro seu posicionamento, o jeito de bater na bola e a rapidez na área. Nem acho que sou parecido com o Romário fisicamente, é mais o jeito de jogar - avalia.

Roma reconhece que o apelido parecido com o nome de Romário é responsável por sua fama.

- Primeiro pensei que o apelido não fosse pegar. Mas, por causa disso, hoje todo mundo sabe quem eu sou.

Após passar pelo Flamengo, Roma rodou, defendendo Chombuk, da Coréia do Sul, Pumas, do México, Brasiliense e Marília, até chegar ao Belenenses. Ele lembra que seu aproveitamento nos profissionais do Rubro-Negro se deve, em parte, ao Baixinho.

- Eu subi logo depois que ele saiu do clube, após a Festa da Uva de Caxias do Sul, em 1999.

A distância não diminuiu a admiração por Romário. De Portugal, Roma acompanha a contagem regressiva rumo ao milésimo gol e tenta imitar os movimentos do atacante de 41 anos. Mas a lição mais importante, ouvida diretamente do Baixinho ainda na Gávea, Roma ainda tenta aprender.

- Ele falou para mim que, para ser parecido com ele, preciso fazer gol.

Fonte: GloboEsporte.com