Goleiro Roberto não descarta entrar na Justiça contra o Vasco

27/12/2008 às 11h24 - CLUBE

Declarações do goleiro do Vasco Roberto ao repórter Marco Vasconcelos, da Rádio Tupi:

PENDÊNCIAS SALARIAIS
\"Tem uma pendenciazinha aí. Desde janeiro de 2007 não recebo o aumento salarial que estaria previsto no contrato. Para não vir de encontro a tudo aquilo que eu falava, o respeito e carinho pelo Vasco, eu segurei e não quis acionar o clube na Justiça, para depois o torcedor não dizer \"Foi mais um que falou, falou, e colocou na Justiça\", coisa que o torcedor não gosta. Eu procurei resolver da melhor maneira possível e não consegui até agora. Fiquei no aguardo. Queira ou não queira, são coisas que tenho para receber, que são minhas e foram acordadas. Vou ver aí. O pessoal não está me ligando para resolver essa situação e me dar uma posição. Eu devo entrar em contato com eles na semana que vem, porque tenho que definir essa situação. É uma coisa que é minha. Eu tenho direito. Nós vamos conversar. Esperei até agora para eles me ligarem e não me ligaram. Eu vou ter que ligar ou ir no Rio de Janeiro para falar pessoalmente\"

ENTRAR NA JUSTIÇA
\"Eu vou ser bem sincero. O que é meu, é meu. Eu não quero nada que não é meu. A primeira coisa que vou partir é para um acordo amigável. Se não der, infelizmente... Eu não tenho condições hoje de deixar coisas, principalmente financeiras, para trás. Se não der de forma amigável, vou partir para o jeito que tiver. Eu não posso, não estou me dando a esse luxo de deixar dinheiro para trás. É isso aí. As medidas cabíveis, vou procurar\"

TRISTEZA
\"É complicado, porque cheguei em 2005, em uma situação complicada daquela, e seguramos o time na primeira divisão. Depois aconteceu tudo que aconteceu em 2006 e 2007. Fiquei meio de lado, mas sempre a gente batalhando, dando apoio, brigando e lutando para fazer o Vasco sempre mais forte. Esse ano eu poderia ter ajudado muito mais. Eu poderia ter ajudado mais, só que infelizmente algumas coisas aconteceram. Quando eu estava bem e as coisas iam acontecer, dava-se um jeito de me tirar do time. Fui sempre passado para trás esse ano. Tenho a noção que eu poderia ter ajudado muito mais do que ajudei. Muito mais do que fiz, eu poderia ter feito. Agora, a única coisa após esse rebaixamento e essa situação trágica e complicada, o que me conforta é saber que tudo o que estava ao meu alcance, eu fiz. Eu só não fiz mais porque infelizmente não deixaram, não me deixaram jogar. O que estava ao meu alcance ali, procurei fazer. Foi ajudar, falar e conversar com o pessoal, toda aquela coisa extra-campo. Infelizmente, dentro das quatro linhas eu não pude fazer mais nada. No momento em que pude fazer, que foi aquela seqüência de quatro jogos - três vitórias e um empate -, inexplicavelmente após aquilo saí do time. Sei lá o que acontecia, que parece que não era para eu jogar. Eu pegava o time em uma situação ruim, o time estava só levando porrada. Eu pegava, ganhava jogo e, quando a situação melhorava, eu saía. Beleza, eu esperava mais um pouco. A coisa estava ruim de novo, o Roberto entrava, melhorava e o Roberto saía. Chegou uma hora em que, queira ou não queira, cansei.\"

Fonte: Netvasco