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Inicialmente, Jorginho deve repetir mesmo número de jogos que em 2018

A notícia de que o Vasco negociava com Jorginho não foi bem recebida por boa parte da torcida nas redes sociais. Ainda assim, clube e treinador chegaram a um entendimento, e ele deve assumir o comando nas dez últimas rodadas da Série B. O acerto, informado pelo site da ESPN, ainda não foi oficializado. Mas o técnico já é aguardado para comandar o treino de hoje. Ele chega com o auxiliar Joelton Urtiga e o analista Bebeto Sauthier. O interino Emílio Faro volta à função de auxiliar permanente.

A rejeição da torcida não alterou os planos da diretoria, que já conversava com Jorginho desde a última semana. Primeiro porque, desde a última sexta-feira, a SAF cruz-maltina passou para as mãos do grupo 777 Partners. Sem mais amarras políticas do passado, o diretor esportivo Paulo Bracks e o CEO Luiz Mello têm total autonomia para tomar medidas independentemente do que pensam torcedores e até conselheiros do clube.

Além disso, é importante lembrar que, a dois meses do fim da temporada (que este ano termina mais cedo, por causa da Copa do Catar), a direção vascaína precisa recorrer a nomes que estejam disponíveis no mercado e, principalmente, que aceitem um trabalho tão a curto prazo como este. Sem clube desde que foi demitido do Atlético-GO, há dez dias, Jorginho se encaixou convenientemente nesta equação. Não há nenhuma obrigatoriedade, por parte da cúpula da SAF, de renovar com ele em 2023. Tanto em caso de acesso quanto de permanência na Série B.

Ao mesmo tempo, é fácil identificar as razões para a reprovação a seu nome vinda dos torcedores. Os trabalhos mais recentes de Jorginho não foram positivos. Nos 27 jogos em que esteve à frente do Atlético-GO, o time perdeu mais do que venceu (foram 11 derrotas, seis empates e dez triunfos) e registrou o mesmo número de gols a favor e contra (33). O aproveitamento foi de 44,4%. O desempenho do Vasco na Série B desde a saída de Zé Ricardo é de 50%.

Embora tenha levado o Atlético-GO às semifinais da Sul-Americana, saiu da Copa do Brasil com uma goleada para o Corinthians e entregou o time na penúltima colocação do Brasileiro. Sua imagem ainda ficou desgastada pela série de declarações sobre o técnico português Abel Ferreira e sua comissão técnica. Por mais de uma vez, Jorginho incluiu a nacionalidade do treinador palmeirense nas críticas direcionadas a ele, o que atribuiu um tom xenófobo às suas falas.

Seu trabalho anterior, no Cuiabá, em 2021, também não serve como propaganda positiva. Em 32 partidas sob seu comando, a equipe do Centro-Oeste venceu apenas 10. Foram ainda 13 empates e nove derrotas — aproveitamento de 55,2%. O time escapou do rebaixamento durou na última rodada.

No Vasco, foram duas passagens como treinador. A primeira, mais longeva, teve início em agosto de 2015. De cara, ele comandou a equipe no duelo vitorioso contra o Flamengo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Mas a alegria cruz-maltina pela eliminação do maior rival não durou muito. O time saiu do torneio de mata-mata na fase seguinte e, no Brasileiro, não conseguiu escapar da zona do rebaixamento, que já ocupava desde a chegada do treinador. Ainda assim, Jorginho permaneceu para 2016, quando conquistou o título carioca e levou o clube ao acesso nacional.

Foram 60% de aproveitamento neste período, além da maior sequência invicta da história do clube (34 jogos). Apesar disso, a saída ao fim da temporada não pegou nenhum torcedor de surpresa, já que houve queda brusca de desempenho no returno da Série B. Mesmo com o objetivo cumprido de retornar à Série A, o desgaste era grande.

Mas nada que se compare ao da segunda passagem, em 2018. Foram só dez jogos, mesmo período inicialmente previsto para este ano. Com quatro vitórias, um empate e cinco derrotas na ocasião, Jorginho entregou o Vasco eliminado da Copa do Brasil, da Sul-Americana e a apenas um ponto da zona do rebaixamento.

Apesar do nome não agradar, não se pode dizer que a diretoria ignorou por completo os apelos externos. A contragosto dos torcedores, a ideia inicial da cúpula era manter o interino Emílio Faro até o fim do ano. Mas a perda de força do time na Série B e a aproximação dos perseguidores os forçou a se movimentar.

Foto: Alan Deyvid/Atlético GO

Fonte: O Globo
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