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Jornalista relembra história curiosa com Sérgio Cabral pai

Nos primórdios da década de 80, antes da Copa de 1982, costumava correr diariamente com Telê Santana (1931-2006) no calçadão de Copacabana. Eu estranhava porque corria sete quilômetros e Telê, sempre cuidadoso, apenas quatro. Depois, dávamos um mergulho e ficávamos falando sobre futebol. Em poucas e resumidas palavras, como diria mestre Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, eu estava em forma. Além disso, nadava na piscina do Fluminense, graças a uma anistia que me deu meu amigo Francisco Luís Cavalcanti da Cunha Horta, quando fora presidente do tricolor das Laranjeiras, sem ser campeão brasileiro como merecia.

Foi por essa época que surgiu um campeonato entre os jornais do Rio, e os mais categorizados para chegar ao título eram O Globo (onde eu estava) e o Jornal do Brasil. Nessa época, Sérgio Cabral (pai, não filho), colunista de O Globo, me convocou para a lateral-direita e fiquei todo orgulhoso. Mas já no primeiro jogo fiquei no banco, esperando uma chance. No segundo jogo, Cabral, vascaíno com autoridade de treinador, me chamou no segundo tempo e lá fui eu todo animado. Cheguei a chutar uma bola na trave do campinho à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Foi só o que fiz.

Pouco depois, Cabral me substituiu.

Perguntei a ele a razão e ele, com a calma de sempre, me disse:

- Roberto, você está muito impressionado com o overlapping de Cláudio Coutinho (1939-1981) e está deixando um enorme buraco lá atrás...

Não me lembro do jogo e de quem foi campeão. Sei que fiquei frustrado com os poucos minutos de que participei da partida. Mas isso jamais abalou nossa amizade profissional. Justamente por isso, a ESPN Brasil me escalou para entrevistá-lo para o ‘Loucos Por Futebol’, programa do qual participo desde 2003, substituindo o rubro-negro Roberto Assaf.

Sérgio Cabral riu muito dessa historinha curiosa. Mas eu preferi voltar a correr com Telê que me contava histórias de seu tempo de jogador e que enriqueciam meus conhecimentos. Contou inclusive uma briga que teve com Didi na final do Campeonato Carioca de 1957, por causa dos dribles excessivos de Garrincha sobre Altair e Clóvis. Tempos depois, numa mesa de restaurante, Ademir Menezes (1923-2002) e Zizinho (1921-2002) me contaram que foram jantar com Telê, no Leme, e pediram uísque. Sabem onde Telê guardava sua garrafa de Johnny Walker (Juanito Camiñante)?

No cofre de casa...

Fonte: ESPN Brasil
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