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Jornalistas analisam trabalho de Marcelo Cabo: "Intensidade"

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Uma das pessoas mais animadas com ida de Marcelo Cabo para o Vasco foi sua filha. Duda Cabo celebrou nas redes sociais o fato de finalmente ver o pai à frente de sua equipe do coração. Com responsabilidade dupla, de levar o cruz-maltino de volta à Série A e não decepcionar a família vascaína, o treinador cria a perspectiva de formar uma equipe diferente da que os torcedores se acostumaram a ver nos últimos anos.

Pelo menos no que diz respeito ao estilo de jogo, espera-se que o futebol reativo, de poucas chances de gol criadas, dê lugar a um Vasco que mostre mais coragem para atacar, para ocupar o campo adversário. Foi essa a impressão que Marcelo Cabo deixou em Goiânia, nos dois trabalhos com o Atlético-GO, em 2016 e em 2020.

— O Atlético com ele jogava para frente o tempo todo. Isso está no DNA do Marcelo Cabo aqui — afirmou o repórter Juliano Moreira, da Rádio Bandeirantes: — O trabalho é de intensidade, de jogar o time para cima, com movimentação o tempo todo. Ele entende que o goleiro tem de jogar, gosta da linha alta, marcação no campo do adversário, marcação na saída de bola. Ele tinha peças para fazer isso na Série B, em 2016. Na Série A, ele não tinha. Então, quando fazia um gol, dependendo do adversário, recuava demais, porque não tinha peças para manter. Mas o estilo dele é de jogar em cima do adversário.

Futsal vascaíno

Essa versatilidade era procurada pelo Vasco: um dos critérios para a escolha era que o novo técnico fosse capaz de, dependendo da partida, jogar no campo do adversário. O clube da Colina espera pegar rivais bem recuados na Série B e Cabo, no Atlético-GO, deu sinais de que é capaz de atacar sem se expor tanto atrás.

Um sinal disso foi a melhora no desempenho do time. Quando o bom trabalho de Vagner Mancini fez com que ele fosse contratado pelo Corinthians, coube a Marcelo Cabo aprimorá-lo — o aproveitamento de pontos dos goianos foi de 40% para 50%, culminando com uma vaga na Sul-Americana.

— O time com o Mancini era muito intenso, corajoso, e apesar de ter dado certo, muitas vezes a defesa do Atlético ficou exposta. Isso acabou resultando em alguns jogos com falhas defensivas e muitos gols sofridos — pontuou Nathália Freitas, da Rádio Sagres: — Quando o Marcelo Cabo chegou, procurou um equilíbrio, manteve o time intenso, mas ajeitou o sistema defensivo. Teve um time mais organizado e compacto, tanto para atacar quanto para defender.

Essa noção de jogo de aproximação pode ser uma herança do passado como jogador de futsal. Marcelo Cabo não chegou a se profissionalizar, mas ainda assim teve a chance de defender o Vasco nas quadras em meados da década de 1990.

Gosto por laterais ofensivos

Novamente em São Januário, encontrará um elenco em reformulação, com a expectativa de muitas saídas e chegadas de jogadores. Será o primeiro trabalho em um clube de massa — o que poderia ter acontecido antes, não fosse talvez o controverso episódio em que desapareceu por quase 48h em Goiânia, em janeiro de 2017, quando gozava do prestígio alcançado com o título da Série B. Na ocasião, foi encontrado em um motel, admitindo que exagerou no consumo de álcool em uma celebração com amigos.

— Em 2016, o Atlético-GO fez um Estadual ruim. Chegaram o Cabo, um reforço e o time foi campeão da Série B com futebol para cima do adversário —lembrou Edson Júnior, da Rádio Bandeirantes: — Em 2020, jogou na maior parte do tempo com dois volantes, um meia e três atacantes. Pouco mexeu no esquema.

Para Ildeu Iussef, repórter do site "Esporte Goiano", uma característica importante do estilo de jogo do Atlético-GO com Marcelo Cabo foi o avanço dos laterais:

— Marcelo Cabo gosta de ter a posse de bola de qualidade. Isso é saber rodar a bola com o auxílio de seus laterais. Por exemplo, aqui no Atlético-GO os laterais faziam o jogo apoiado, atacavam e arriscavam pro gol. Tanto que o Natanael fez dois gols e o Dudu, um gol. Como os laterais fazem esse jogo, ele preza por um volante na cabeça de área. O treinador gosta de pegar os adversários nos contra-ataques. Quando o jogo estava muito truncado, sempre colocava o Chico na vaga do Matheus Vargas e o Roberson na vaga do Wellington Rato ou do Janderson para jogar em velocidade.

Fonte: Extra Online
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