Futebol

Luto no Rio

Em 1958, quando o Brasil conquistou o seu primeiro título, autêntico divisor de águas na história do futebol penta mundial, os jogadores do Rio de Janeiro eram maioria na Seleção. Os cariocas orgulhavam-se dos espetáculos de seus grandes clubes nos domingos de festa no Maracanã.
Os tempos mudaram. O quase amadorismo perdeu o seu lugar.

Os nossos craques foram buscar a independência financeira no exterior. A Seleção Brasileira passou a jogar na Europa. A própria Fifa, e não se discute aqui por quais interesses, andou incentivando a criação de um novo modelo para a administração do futebol, abrindo espaço para um profissionalismo estrito, que varreu definitivamente do mapa antigos conceitos. Que já não admite o dirigente que faz do clube a extensão da sua casa ou do seu negócio, ou o jogador que prioriza o amor à camisa.

Os dirigentes do Rio custaram a perceber que o esquema de cinco décadas passadas perdeu-se no espaço. Quando ameaçaram fazê-lo, os clubes já começavam a ruir de podres, com todo tipo de dificuldade para adaptarem-se à nova ordem vigente.

A Federação, alegando que limita-se a cumprir o desejo dos filiados, o que - pior - em muitas ocasiões é fato, tratou de lavar as mãos, deixando que o barco navegasse à deriva.

Desadministração, desleixo e ineficiência, e não importa a seqüência, podem ser palavras corretas para explicar a trajetória que deixou os quatro gigantes - Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco - hoje adormecidos, fora das semifinais da Taça Rio. Alguém há de levantar uma voz para afirmar que a aparente recuperação do América e a ascensão dos pequenos são pontos positivos em meio ao caos, o que até procede, levando-se em conta que todos começaram a partir na direção contrária dos grandes, estruturando-se o suficiente para passar-lhes as pernas. Mas não há como disfarçar e lamentar a queda do quarteto. Muitos exemplos, aliás, poderiam explicar melhor tal decadência. Mas o episódio Romário, na semana que passou, é o bastante. O futebol carioca morreu. E agora será preciso, antes de tudo, ressuscitá-lo.

Fonte: Lance
  • Domingo, 08/02/2026 às 18h30
    Vasco Vasco 2
    Botafogo Botafogo 0
    Campeonato Carioca São Januário
  • Quarta-feira, 11/02/2026 às 21h30
    Vasco Vasco
    Bahia Bahia
    Campeonato Brasileiro - Série A São Januário
  • Quinta-feira, 26/02/2026 às 19h00
    Vasco Vasco
    Santos Santos
    Campeonato Brasileiro - Série A Vila Belmiro
  • Quinta-feira, 12/03/2026 às 19h30
    Vasco Vasco
    Palmeiras Palmeiras
    Campeonato Brasileiro - Série A São Januário
  • Domingo, 15/03/2026 às 20h30
    Vasco Vasco
    Cruzeiro Cruzeiro
    Campeonato Brasileiro - Série A Mineirão
  • Quarta-feira, 18/03/2026 às 21h30
    Vasco Vasco
    Fluminense Fluminense
    Campeonato Brasileiro - Série A A definir
  • Domingo, 22/03/2026 às 16h00
    Vasco Vasco
    Grêmio Grêmio
    Campeonato Brasileiro - Série A São Januário
Artilheiro
Puma 3
Philippe Coutinho 3
Jogos
Vitórias 3 (37,50%)
Empates 3 (37,50%)
Derrotas 2 (25,00%)
Total 8
Gols
Marcados 11 (64,71%)
Sofrido 6 (35,29%)
Total 17
Saldo 5
Cartões
Amarelos 6 (75,00%)
Vermelhos 2 (25,00%)
Total 8