Luxemburgo vê empate diante do Palmeiras com 'bons olhos'

27/07/2019 às 19h44 - CLUBE

O Vasco, mesmo na parte de baixo da tabela e com o importante desfalque do atacante Rossi, conquistou um ponto diante do líder Palmeiras neste sábado, fora de casa, pela 12º rodada do Campeonato Brasileiro. As circunstâncias fazem o técnico Vanderlei Luxemburgo ver o resultado com bons olhos.

O treinador do Cruz-Maltino gostou do que viu em campo: marcação funcionando e saídas rápidas em contra-ataques. Alertou, porém, para a qualidade da equipe com a bola nos pés, na criação das jogadas. Apesar disso, o Vasco conseguiu o que poucos conseguiram até aqui no ano: o Palmeiras não sofria um gol em sua casa há 11 partidas e não perde desde 2 de fevereiro.

- O Palmeiras está há quanto tempo invicto aqui? É difícil jogar contra o Palmeiras aqui. Eles realmente estiveram mais próximos da vitória do que nós, mas tivemos a bola do Marcos Júnior, tivemos outra possibilidade. Mas empatar com o Palmeiras aqui, dentro do campeonato que estamos jogando, (é bom). Ficamos devendo um pouquinho na parte de jogar com a bola no pé, mas jogamos e marcamos.

- Dentro da nossa estratégia, dentro do que queremos, empatar com o Palmeiras aqui está muito bom. Eu quero que o Vasco volte a ser o Vasco, da maneira como tem de ser. Jogar, marcando o adversário, mais reativo, mas também jogando como Vasco - disse o técnico Vanderlei Luxemburgo.

 

O treinador também explicou a proposta defensiva do Vasco sob seu comando, que, inclusive, tirou a equipe da zona de rebaixamento do Brasileirão. Atualmente, é o 15º colocado, com 15 pontos, e não tem chances de voltar para o Z-4 nesta rodada.

- O esquema não é o que você quer. Eu penso no esquema, mas será que eu consigo colocar o esquema em prática com esses jogadores? O Vasco não tem uma equipe para jogar para cima do adversário e existe uma instabilidade para trás nos últimos anos que atua hoje também. Existe uma insegurança. Eu não quero tomar uma goleada, vir aqui e tomar de quatro, de cinco do Palmeiras. Para mim, não quero que passe ridículo. O emocional e a história recente do Vasco não me permite fazer mais.


 

Fonte: Globoesporte.com