Maracanã 70: Dinamite e Felipe relembram momentos marcantes pelo Vasco

19/06/2020 às 18h36 - CLUBE

O primeiro título é inesquecível, inesquecível para o primeiro clube campeão e para o Maracanã que completou 70 anos nesta semana. Valia o título de 1950, ano de fundação do estádio, mas a decisão aconteceu em janeiro de 1951. Foram quase 105 mil torcedores que assistiram o expresso da vitória, uma das equipes mais importantes do Vasco, levantar o primeiro troféu de uma equipe no gramado que se tornou histórico.

A primeira vez também foi marcante para o maior artilheiro da história do clube, Carlos Roberto Oliveira, fez 744 gols na carreira, mas o primeiro de todos foi feito no Maracanã, foi o gol que mudou até seu nome e o batizou no futebol como Roberto Dinamite.

- Foi em razão do meu primeiro jogo naquele gramado e na equipe principal do Vasco, estava com 17 anos para 18 anos, eu entrei no jogo contra o Internacional de Porto Alegre. Eu entrei no segundo tempo e fiz um gol com um chute forte de fora da área. No outro dia, o Jornal dos Sports colocou na primeira página que o garoto dinamite explodiu o Maracanã, depois desse jogo, eu virei o Roberto Dinamite- relembrou com sorrisos o ex-atacante.

No Maracanã, Roberto foi campeão brasileiro em 1974 sobre o Cruzeiro, título mais importante conquistado no estádio, mas todo grande artilheiro tem carinho especial por gols. O escolhido por Dinamite como o mais bonito foi marcado aos quarenta e quatro do segundo tempo, com direito a chapéu no marcador, Osmar, na vitória contra o Botafogo por dois a um 1976 e foi no Maracanã.

A melhor atuação também foi no gigante estádio, o ano era 1980, quando Roberto retornou de uma passagem frustrada no Barcelona da Espanha. Em um clássico vencido por cinco a dois contra o Corinthians ele fez os cinco gols.

Outra goleada inesquecível do Vasco no estádio aconteceu em 2000, o primeiro gol vascaíno daquela tarde do domingo marcou a carreira de Felipe. O lateral esquerdo de uma das equipes mais vitoriosas do clube lembrou da decisão da Taça Guanabara e dos ovos de Páscoa distribuídos nas arquibancadas.

- Na época, o Eurico falou que iria dar chocolate, a gente ficava preocupado de motivar o adversário, mas graças a Deus deu tudo certo e foi uma tarde inesquecível para todos os vascaínos- relembrou o antigo lateral do Vasco.

Assista a reportagem especial do Globo Esporte que entrou no túnel do tempo, passou pelas histórias do Vasco e entrou no Maracanã.

 

Fonte: Globoesporte.com