Maxi López já foi carrasco do Internacional

26/10/2018 às 09h02 - FUTEBOL

Maxi López teve uma passagem curta, mas movimentada por Porto Alegre. Adversário do Inter pelo Vasco nesta sexta-feira (25) às 21h30 (de Brasília), o centroavante defendeu o Grêmio de fevereiro de 2009 até o fim daquela temporada. Tempo suficiente para fazer gol em clássico, ver sua esposa na época (atualmente ex) causar polêmica e ir embora forçando o clube a procurar ressarcimento na Fifa.

É possível dizer que Maxi ganhou idolatria da torcida do Grêmio de forma imediata. O simpático centroavante tinha poucos dias em Porto Alegre e já era celebrado pelos aficionados. Ambulantes rapidamente providenciaram perucas loiras, imitando os longos cabelos do jogador, que eram vendidas nas cercanias do Olímpico a cada jogo.

Mesmo que tenha sido um dos goleadores do time na Libertadores daquele ano, com quatro gols, a eliminação para o Cruzeiro, com uma chance clara perdida no jogo do Mineirão, e a acusação de racismo do volante Elicarlos, que o fez prestar esclarecimentos na delegacia na saída do jogo, marcaram negativamente a passagem.

O ápice, então, foi o gol contra o Internacional no clássico Gre-Nal dos 100 anos. De cabeça, Maxi virou o jogo e deu a vitória ao Tricolor no dia 19 de julho de 2009, pelo Brasileirão.

Fora de campo, era carregado a todos os treinamentos pela esposa. Wanda Nara, atriz argentina, levava o atleta ao Olímpico e acompanhava a atividade da beira do campo. Vez por outra, voltava para casa e ia buscar o marido ao fim do treino, sempre nos luxuosos veículos da família.

Em uma dessas ocasiões, envolveu-se em uma polêmica. Contou à imprensa argentina que sofreu uma tentativa de sequestro. No relato, ela afirmou que sempre pedia a um táxi para ir na frente do carro particular para guiá-la até o Olímpico. Mas nesta ocasião, o motorista teria combinado com um motociclista e levado a então esposa de Maxi para fora da cidade.

"Eu havia saído depois de comprar um presente para o Herrera, companheiro de time do Maxi. Estava na caminhonete com minha mãe e meu filho Valentino. Maxi me ligou para que eu fosse buscá-lo após o treino. Sempre que vou a algum lugar, chamo um táxi para me guiar na frente, pois não conheço muito as ruas. Só que o taxista me reconheceu, conversou com outro taxista em um semáforo e com outra pessoa que estava em uma moto logo atrás. Aconteceu que esse taxista tomou um caminho e fomos parar em uma favela, cruzando com muitas pessoas. Quando entramos na favela, o taxista estava à frente. Estamos vivos por milagre", disse ela ao jornal Primicias Ya, da Argentina, em 2009.

"Conseguimos escapar porque o carro é veloz. Tomamos uma rua e saímos de lá na contramão. Arranhei toda a caminhonete tentando escapar. Aqui existe uma máfia de taxistas. Maxi foi ao meu encontro com o Herrera. Quando chegaram lá, eles me disseram: 'Wanda, eles te levaram para fora da cidade para te sequestrar'", completou. Ela decidiu não prestar queixa, e até hoje nada foi comprovado.

Saída conturbada

Maxi completou a temporada 2009 com o Grêmio, e o clube estava decidido a exercer a cláusula de compra dele. Depositou em juízo 1,5 milhão de euros para comprar 50% dos direitos dele que pertenciam ao FC Moscou, da Rússia. Porém, no dia 4 de janeiro do ano seguinte, Maxi enviou um telegrama ao clube dizendo que não pretendia voltar.

O dinheiro retornou ao Grêmio, que procurou seus direitos na Fifa. Maxi, por sua vez, também moveu uma ação contra o clube e conseguiu depósito de valores atrasados. O jogador seguiu seu curso indo atuar primeiro no Catania e depois em uma série de equipes na Itália.

Em janeiro de 2017, Maxi foi oferecido ao Grêmio, que preferiu não dar andamento na negociação. Em julho deste ano, foi anunciado como reforço do Vasco. Nesta sexta estará em campo pelo clube contra o Inter, na 31ª rodada do Brasileirão.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco Maxi López
Maxi López

Fonte: UOL Esporte