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O outro lado da eliminação – Vasco 0x1 Defensa Y Justicia

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Antes de começar a análise da partida queria salientar ao leitor o seguinte. Uma partida de futebol vai além de fazer ou levar gol, existem conceitos, ideias, modelos de jogo. Em nenhuma literatura esportiva escrita “como se deve jogar ou não futebol”, pois não existe uma maneira “certa” de jogar. Cada treinador vai utilizar um modelo de jogo, que ele acredita ser o melhor e dentro deste modelo existe uma contextualização para que se encaixe com a característica dos jogadores, cultura do clube e o principal, como potencializar seus atletas para as 5 fases do jogo que são: organização ofensiva, transição defensiva, organização defensiva, transição defensiva e bola parada.


Agora vamos ao jogo...

Sá Pinto mais uma vez consolidando a equipe no sistema de 3-5-2 com algumas variações nos momentos com e sem bola, movimentos bem específicos que alguns jogadores também. Pode contar com o retorno deBenitez e Talles, o primeiro inclusive foi titular, o jovem atacante entrou no decorrer do segundo tempo. Abaixo um campinho para ilustrar como o Vasco estava distribuído em campo.
 

Foto: SofaScoreFormações
Formações

Como eu disse, o time do Vasco tem movimentos dentro das 5 fases e as fases do jogo são atemporais. Quando não tinha a bola, a linha de 3 ficava sendo formada por 5 jogadores, a segunda linha com 4 e somente Ribamar mais à frente. 

Foto: Tactical BoardMovimentação do Vasco
Movimentação do Vasco

Essas movimentações com Sá estão muito bem coordenadas e contra o DYJ funcionaram novamente. O Vasco se defende em bloco mais baixo, procurar controlar os espaços quando não tem a bola, é eficiente no controle da profundidade. Os movimentos e compensações que que os volantes faziam também foram melhor executados. Quando um dos zagueiros subia para encaixar em um dos atacantes, Marcos Júnior e Léo Gil desciam para linha defensiva para sempre manter a linha montada. 

E assim foi o 1ª tempo, com o Vasco controlando o espaço a partir do bloco médio/baixo, enquanto o DYJ tinha um domínio territorial, ainda teve algumas finalizações, porém, nada que fosse próximo de abrir o placar. Ambas equipes terminaram com 4 finalizações, sendo que o Vasco acertou uma no alvo, enquanto a equipe Argentina não acertou nenhuma. Ou seja, corrobora ainda mais com o bom 1ª  tempo que o Gigante da Colina fez, dentro a sua proposta, conseguiu se sair bem. 

Porém, na segunda etapa as coisas mudaram, e o psicológico pesou bastante para a equipe. O DYJ subiu um pouco mais o bloco de marcação. Mesmo assim, o Vasco continuou tendo as melhores oportunidades, vida Gustavo Torres após ótima transição da equipe. Infelizmente Lucão perdeu o tempo de bola após um corte de Marcelo Alves, e a bola sobrou livre para o atacante do time argentino abrir o placar. A partir disto começa um outro jogo, se antes se tinha um Vasco concentrado, equilibrando as ações do jogo, depois disso – mais uma vez – o fator psicológico jogou contra a equipe. Uma enxurrada de chances desperdiçadas e tomadas de decisão errada, e estas que fogem as mãos do treinador. Os movimentos de desmarque, os passes de ruptura, a velocidade nas transições foram ações treinadas e coordenadas pelo Mister, entretanto a execução destes lances ainda são dos jogadores.

O Cruz Maltino teve, no mínimo, duas chances claras para empatar a partida, mas como já dito, o fator mental somado a deficiência técnica pesaram no resultado. Ainda se criticou bastante pelo treinador demorar a mexer na equipe, porém, se for pensar de maneira fria e analítica, a equipe estava criando e conseguia pressionar o adversário. A nível de contextualização, o Vasco finalizou 10 vezes, 4 delas no alvo, 4 para fora e 2 chutes bloqueados. 8 finalizações de dentro da área. 

Infelizmente a maioria das análises que são feitas encima dos resultados e nunca se é contextualizado. Quando Sá Pinto disse que o Vasco jogou bem, foi pelo motivo de que conseguiu criar boas oportunidades e neutralizou o adversário. Dentro da proposta do que ele pensa que é: criar oportunidades e evitar as finalizações. E analisando de maneira analítica, o Vasco fez isso, mas após um erro individual, somado ao psicológico a classificação não veio. E ressalto que todos tem responsabilidade nisto, porém, na partida de ontem o Vasco que acabou sendo o seu maior adversário.

Por Rodrygo Nascimento

Fonte: .SuperVasco.com
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