Já ouviu o ditado "dar um passo atrás para dar dois à frente"? O Vasco teve a chance de fazer exatamente isso, mas desperdiçou. O time abriu a 5ª rodada da Sul-Americana na liderança do Grupo G e poderia encaminhar a liderança com uma vitória sobre o Olimpia, no Paraguai. No entanto, o time foi derrotado por 3 a 1 no Defensores del Chaco, na quarta-feira, e vai para a última rodada tendo que brigar pela vaga.
Na Sul-Americana, apenas o primeiro colocado de cada chave se classifica diretamente para as oitavas de final - o vice-líder disputa um play-off com um dos terceiros colocados da Libertadores. Ou seja, uma vitória no Paraguai economizaria três datas para o Vasco: o compromisso contra o Barracas Central, na próxima quarta, no fechamento da fase de grupos, e os dois jogos do play-off.
Em vez disso, a comissão do técnico Renato Gaúcho resolveu poupar praticamente todo o time titular - as exceções foram o goleiro Léo Jardim e o zagueiro Cuesta. O foco do técnico é chegar à parada da Copa do Mundo na parte superior da tabela do Brasileirão. No domingo, o time enfrenta o RB Bragantino em São Januário.
Recheado de jogadores inexperientes e com pouco entrosamento coletivo, aconteceu a lógica: o Vasco foi encurralado desde o início e viu o Olimpia, que encarou a partida como uma "final", ser superior. A equipe carioca até abriu o placar no fim do primeiro tempo em cabeçada de Cuesta após escanteio de Nuno Moreira.
Ironicamente, a bola aérea foi o maior defeito da equipe na noite. O Olimpia praticamente não tentou avançar pelo meio, sempre explorando jogadas nas laterais do campo. Os três gols nasceram em jogadas de bolas aéreas: um em escanteio e os outros dois em bolas alçadas na direção da meta de Léo Jardim.
Mesmo com a noite difícil na primeira metade do campo, o Vasco teve chances para matar o jogo. No início do segundo tempo, com vantagem no placar, a equipe teve, no mínimo, dois bons contra-ataques após avanços desconexos do Olimpia. Marino Hinestroza desperdiçou os dois.
A atuação ficou ainda mais complicada quando o garoto João Vítor foi expulso por acertar o órgão genital de um adversário com uma solada. Depois disso, a equipe carioca se fechou para tentar defender o empate. Não conseguiu.
Mais do que o resultado ruim, fica a sensação de que o Vasco poderia ter feito melhor se ao menos tivesse escalado alguns titulares 11 dias antes de uma parada de quase dois meses de duração. E o pior é que essa conta pode chegar lá na frente. A equipe está em uma sequência pesada, sim, mas os jogadores terão descanso Enquanto isso, os jogos do play-off serão logo após o fim do Mundial.
O Olimpia ofereceu pouco perigo e criatividade mesmo jogando com força máxima. Não há certezas no futebol, mas o Vasco tinha chances concretas de resolver a vida na fase de grupos da Copa Sul-Americana com força máxima. Faltou ambição, e a resposta terá que chegar contra o RB Bragantino, que escalou seus titulares na quarta no Monumental de Núñez, também pela Sul-Americana, e empatou com o River Plate em 1 a 1.
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