Eu disse há alguns dias, num comentário que fiz para a Rádio Globo, que o Vasco da Gama tem muita sorte com jogadores pernambucanos. Quando cheguei ao Rio em 1944, brilhava no Vasco um dos maiores goleadores da hitória do futebol brasileiro - o grande Ademir Marques de Menezes. Ao lado dele atuava um ponta-direita de nome Djalma que era, também, um baita jogador. Ambos vieram do Sport Clube do Recife e fizeram enorme sucesso no futebol brasileiro, chegando à Seleção. Mais tarde apareceu Vavá, que viria a ser o \"leão da Copa\". O famoso e badalado Almir Pernambuquinho e seu irmão Adilson, forma outros que vestiram a camisa vascaína com indiscutível brilho. Zé do Carmo, Givanildo, Juninho Pernambucano, Ramon (não o atual, que é mineiro), todos muito bem sucedidos jogando pelo Vasco. Agora está aí um certo Valdiram, emplogando a torcida vascaína. Esse Valdiram é também pernambucano, embora tenha vindo para o Vasco saindo do clube gaúcho Esportivo de Bento Gonçalves - terra dos melhores vinhos brasileiros. Chegou ao Rio e certas confusões em que se envolveu antes de ir para o sul, pesaram para um julgamento apressado sobre ele. O Vasco foi criticado duramente por ter contratado um jogador com ressalvas de comportamento. Quando me perguntaram se a ficha policial de Valdiram não teria que ser levada em consideração antes do jogador ser contratado, respondi que o João Saldanha, quando o comportamento de um certo craque era debatido, disse que não queria aquele jogador para casar com a sua filha e sim para jogar futebol. É isso que, até agora pelo menos, o Valdiram vem fazendo no Vasco - percorrendo o mesmo caminho de sucesso de seus conterrâneos de outros tempos.