Futebol

Opinião: O Vasco de Adilson Batista

A vitória do Vasco sobre o Boa Esporte, por 2 a 0, em Varginha, encerrou a série de quatro empates pela Série B do Brasileiro.

O time agora está há sete jogos sem derrota, na nona colocação com 14 pontos e um jogo a menos que os líderes Ceará (21), América-MG e ABC (17).

Perdeu apenas uma partida, tem a defesa menos vazada e o segundo melhor saldo de gols, junto ao Ceará (6) e atrás do Sampaio Correa (7).

Campanha recheada de problemas: três jogos com portões fechados, dois mandos de campo fora da praça e média de cinco desfalques por jogo.

Ainda assim, o Vasco cumpre a primeira metade do calendário com aproveitamento de 59,38% em 32 jogos já realizados em 2014.

Sob o comando de Adílson Batista, o time venceu 14 partidas, empatou 15 e perdeu apenas três jogos, média que supera as de anos anteriores.

Exemplificando: o time teve 57,78% em 2011, 58,33% em 2012 e 47,31% em 2013 _ performance que engloba todas as competições disputadas.

Portanto, se o time tem até aqui a melhor média dos últimos quatro anos, pelo menos, por que tanta má vontade com o atual técnico?

Simples.

Adílson, como absolutamente todos os técnicos de futebol do Brasil, tem o incorrigível hábito de comprar para si a antipatia do mundo.

Por não ter em sua comissão técnica auxiliares com experiência desejável, fecha-se em convicções questionáveis e ignora o que se diz à sua volta.

Escala três volantes e três atacantes numa mesma partida, abrindo mão de um meia por razões que não consegue explicar.

E costuma mexer mal nas substituições que faz durante as partidas, promovendo alterações no formato que não melhoram a produção.

Apenas para citar dois dos principais equívocos que Adílson comete, sem perceber o mal que faz a si mesmo _ deficiências corrigíveis, facilmente.

É evidente que a análise do trabalho precisa levar em conta a limitação qualitativa e quantitativa do elenco do Vasco _ um grupo de capacidade técnica tão reduzida quanto ao caixa do seu departamento de futebol.

Talvez, com os parcos recursos financeiros que o clube possui, aliada à precariedade do mercado, fosse mais fácil e vantajoso manter Adílson no comando, reforçando o grupo de trabalho que planeja e executa a espinhosa tarefa de levar o Vasco de volta à Série A.

Não há em disponibilidade no mercado ninguém com capacidade superior e salário que caiba no orçamento disponível.

A mudança que o time precisa não passa, necessariamente, pela troca de treinador _ mas, sim, pelo conceito e pela filosofia de trabalho.

É questão de ajuste.

Fonte: Blog Futebol, Coisa & Tal - Extra Online
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