Opinião: Jornalista diz que Vasco tem ligeiro favoritismo sobre o Fla

18/07/2006 às 12h34 - IMPRENSA

O ano inteiro, o Flamengo apresentou o mesmo defeito. Libera os laterais ao mesmo tempo, apesar de ter a defesa postada para jogar sem três zagueiros. Leonardo Moura sobe junto com Juan e na retomada de bola do adversário os dois beques estão sempre expostos. Foi assim com Valdir Espinosa, com Waldemar Lemos, continua sendo com Ney Franco.

O ano todo, o Vasco caiu na mesma armadilha. Bolas lançadas nas costas dos laterais fazem os adversários chegarem fácil à linha de fundo, mais ou menos como aconteceu com Juninho Paulista, na última quinta-feira, no Parque Antarctica.

Para quem acha que a final da Copa do Brasil será disputada por dois times cheios de defeitos, os dois parágrafos acima servem de aval. Mas mostram que as brechas nas defesas podem tornar a decisão inesquecível.

É só lembrar das qualidades que as duas equipes também possuem. Por exemplo: o Flamengo adora lançar Léo Moura e Juan nas costas dos laterais rivais. Exatamente onde está o buraco da defesa vascaína. O Vasco sonha com a possibilidade de lançamentos em profundidade para a dupla Valdiram e Edílson. Se isso acontecer, os dois sairão no mano a mano com Renato Goiano e Fernando, ou Ronaldo Angelim. E a chance de gol será imensa.

O Vasco tem um defeito a mais: Morais e Ramon somem quando marcados de perto. O Flamengo, uma preocupação extra: não há volantes capazes de marcar, quando Jonatas e Toró jogam nessa função.

Nesse setor, pode estar a decisão da noite de amanhã, no Maraca. Desmarcado, Morais já mostrou que pode definir. Mostrou, por exemplo, no clássico de março, marcando um gol de placa carregando desde a intermediária.

Na mesma partida, o lançamento em profundidade não encontrou Edílson, nem Valdiram, mas pegou Ygor pronto para fazer o primeiro gol cruzmaltino. Como os defeitos continuam idênticos, a ligeira vantagem parece ser vascaína.

Paulo Vinícius Cordeiro

Fonte: Blog de Paulo Vinícius Coelho - Lancenet