Outras declarações de Pedro Emanuel após derrota para o Flamengo
Mais declarações de Pedro Emanuel
Falta de São Januário
— São Januário é a nossa casa. Jogar no Engenhão não é a mesma coisa. O nosso torcedor aqui e lá não tem nada a ver. A diferença é muito grande. O nosso cordão umbilical é cortado aqui. Nós viramos o jogo contra o Corinthians muito em função do clima de São Januário. Nós temos o fator casa, mas ficamos conduzidos a ter menos em alguns jogos. A ligação que tenho com minha torcida e minha equipe é muito maior em São Januário.
Gramado sintético
— Nós raramente treinamos em gramado sintético. Há diferença para o gramado natural, e isso o departamento médico por explicar. O que eu sinto é que os jogadores ficam mais baleados. Vamos ter mais jogos no sintético e com pouco tempo de recuperação. O impacto é muito grande. Reflito muito com a estrutura do futebol profissional. Queremos continuar sendo competitivos depois de 60 jogos.
Situação do Vasco no Brasileirão
— Essa luta do Brasileirão entre nós e mais oito times vai ser até o final. Equipes que estavam há três semanas bem mais acima, agora estão perto de nós. 45 pontos é o objetivo e enquanto não chegarmos o trabalho não está feito. Qual é a posição do adversário de hoje? É simplesmente o primeiro com o melhor ataque do torneio. Conseguimos igualar e criar, e acho que isso tem que ser valorizado. 72 horas é o mínimo que se deve ter entre dois jogos dessa intensidade. Vamos enfrentar os dois primeiros colocados, em competições diferentes, que hoje lutam para ser campeões do Brasileiro. Estamos a falar de uma dimensão diferente daquilo que precisamos para recuperar. É o mínimo que deveríamos ter. Essa gestão, depois de 60 jogos e em uma fase decisiva. Eu disse que não vamos priorizar nenhuma competição e não vou faltar com a minha verdade. Vamos ter um jogo de ida de semifinal contra um adversário valiosíssimo que é o Palmeiras como tivemos hoje. Eu tenho que tomar decisões e não agradar a todos. Não consigo no vestiário, como vou fazer aqui. Para isso que o Vasco me contratou, para tomar essas decisões e assumir quando não correm bem. Quando elas dão certo, eu não quero ser o melhor do mundo, mas quando não eu sei o tamanho que tenho para traçar. Essa é a minha filosofia. Para mim, diz muito a consistência do discurso e ações.
Objetivo na temporada
— Tenho jogadores preparados para jogar. No futuro, vão perguntar se queremos aspirar outras coisas. Nesse momento, não. Temos que lutar contra o rebaixamento, nós e mais oito times. A história dos clubes diz muito sobre valorização, mas pouco sobre o dia a dia. Há muitos históricos que estão nessa luta e por isso temos que saber o que queremos trilhar. Sei bem os objetivos e meu elenco também. Hoje, nos custou perder por essa margem, mas foram só três pontos. Amanhã é outro dia e vamos pensar em outra competição. Se trabalhamos tanto para chegar a esse momento disputando isso, é porque tem muitos times que lutam conosco e se preparam bem. Não podemos ter o melhor de dois mundos. Temos que correr riscos. Hoje fizemos quando estava 3 a 1, ser um pouco mais ofensivo mesmo enfrentando o melhor ataque do campeonato que a qualquer momento podia nos matar. Somos um time que acredita no que faz. Não correu bem, é uma realidade. Por isso estou aqui para assumir a responsabilidade. Principalmente com os nossos torcedores, que vieram a um estádio que não nos diz muito. Tentamos fazer o nosso melhor. Por isso digo que saímos daqui frustrados e tristes. A derrota foi pesada para o que aconteceu dentro de campo.