Prefeitura promete realocar famílias desalojadas por CT do Vasco

23/08/2019 às 11h22 - FUTEBOL

Antes do Vasco colocar sua pedra fundamental no futuro centro de treinamento do clube, a Prefeitura do Rio de Janeiro precisará resolver uma importante questão: realocar as famílias que hoje se encontram morando em condições precárias no terreno onde será construído o CT. A previsão é de que isso comece a acontecer a partir do mês que vem.

Um cadastro das pessoas já foi realizado e, em breve, a prefeitura promete pagar um "aluguel social" a elas que pode girar na casa dos R$ 450 mensais por família.

O local fica praticamente ao lado da comunidade "Cidade de Deus" e as pessoas que hoje habitam na região não contam com saneamento e outras infraestruturas básicas.

O terreno também será vizinho ao centro de treinamento do Fluminense, que por vezes teve suas atividades suspensas em função de tiroteios entre traficantes e policiais na "CDD".

Assim como o Tricolor tem feito, o Vasco pretende realizar ações sociais para aproximar o clube da comunidade. Os dirigentes, inclusive, costumam destacar a experiência que o Cruz-maltino já possui com esta situação em São Januário, já que o estádio é vizinho da comunidade "Barreira do Vasco".

Vereador teve papel fundamental na aquisição do terreno

Nos trâmites entre Vasco e Prefeitura do Rio de Janeiro, um político teve papel fundamental na aquisição do terreno por parte do clube: o vereador vascaíno Alexandre Isquierdo (DEM-RJ). Foi ele quem convenceu o prefeito Marcelo Crivella a realizar a doação e também foi ativo na procura do local.

Presidente cruz-maltino, Alexandre Campello, inclusive, fez questão de prestar agradecimento ao vereador no palco do evento onde foi divulgado o projeto de construção do CT e também o convidou para puxar o pano que encobria a maquete ao lado de Roberto Dinamite, do técnico Vanderlei Luxemburgo e do jovem atacante Talles Magno.

CT mudou de terreno após situação inesperada

No projeto inicial, a prefeitura havia cedido um terreno ao Vasco em Vargem Grande (RJ) para ser dividido com o Botafogo ainda na gestão Roberto Dinamite. Porém, o clube, na época, não levou a frente o projeto e o engavetou.

Quando Campello assumiu a presidência, no entanto, ele o reativou e a prefeitura topou cedê-lo integralmente, incluindo a parte do Botafogo, que preferiu construir o seu em outra região.

No processo de documentação, todavia, descobriu-se que o terreno já não mais pertencia a prefeitura e tinha voltado para a posse do antigo proprietário. Iniciou-se, então, uma caçada por um novo lugar e o projeto chegou a ficar ameaçado.

Novo local é mais barato

Depois de muita pesquisa e um trabalho de insistência por parte do vereador Alexandre Isquierdo, chegou-se ao terreno atual, vizinho ao CT do Fluminense e à Cidade de Deus. Especialistas garantem que a vantagem deste é o valor muito menor de custo para a construção, principalmente na questão do aterramento. O local conta com 80 metros quadrados.

Fonte: UOL Esporte