Ramon quer renovar o contrato, mas Renato não apóia

10/12/2006 às 10h14 - FUTEBOL

O apoiador Ramon vem se desmanchando de amores pelo Vasco. Seu contrato com o clube termina no fim do mês, portanto, está na hora de pensar em renovação. Pelo menos este é o desejo do jogador que, mesmo assim, diz não ter pressa. “Temos muito tempo ainda para conversar, mas minha prioridade é o Vasco. Tenho um enorme carinho pelo clube, pois já passei por muita coisa boa aqui. Conquistei títulos, fim uma história. Por enquanto não há nada definido. Tudo tem que ser feito com tranqüilidade”, explicou.

Realmente não há nada definido. A diretoria ainda não se menifestou a respeito da renovação de Ramon, que precisará de algum tato para contornar um certo obstáculo chamado Renato Gaúcho. A relação entre os dois não é das melhores, sobretudo porque o técnico não cai de amores pelo futebol do apoiador. Com o fim da temporada, o time deve passar por reformulação para 2007.

Renato, que substituiu Ramon em 22 das 27 partidas em que o apoiador começou como titular, terá agora a chance de livrar-se definitivamente do jogador.

A salvação estaria no bom relacionamento com a diretoria. “A torcida, a diretoria, todos sempre me respeitaram muito. Não acredito em descaso. O Vasco teve um ano positivo. Fica uma pontinha de lamentação porque sei que poderia ter dado mais, porém, as condições dadas não foram as ideais. Fui substituído em algumas partidas nas quais eu poderia ter ajudado”, afirmou Ramon, alfinetando Renato.

O jogador tem na ponta da língua resposta para aqueles que o incentivam a pensar em aposentadoria. “Nem penso nisso, para falar a verdade. Já basta o que falam de fora, na mídia. Considero que hoje estou lutando de igual para igual por uma posição em qualquer grande clube, como Vasco. Ainda tenho muito para fazer no futebol”, completou.

Em resumo, a intenção de Ramon é passar certa tranqüilidade a respeito de sua situação no clube. Apesar do turbulento relacionamento com Renato, o jogador investe na renovação do contrato. Para isso, aposta no bom relacionamento com os dirigentes. Mas sabe que nada cairá do céu. “Temos que correr atrás se quisermos conquistar alguma coisa. Individualmente, acho que foi um ano bom pra mim, mas o Vasco tem um grupo forte, jovem, e que dará muitas alegrias ainda à torcida”. Que seja.

Fonte: Jornal dos Sports