Diante do gol sofrido no último lance da etapa inicial, líderes do elenco como Léo Jardim e Thiago Mendes, fizeram questão em expor o descontentamento com o vacilo da equipe. Fora de campo, a torcida não poupou vaias e xingamentos a Piton, além de protestar com gritos de “vencer no Caldeirão é obrigação. Apesar do clima desfavorável para o lateral-esquerdo, Renato Gaúcho não só bancou a sua permanência, como também sequer promoveu mudanças no time após o intervalo.
Mas a convicção e o apoio do treinador duraram apenas seis minutos. Após o Bragantino mandar uma bola na trave, Piton, enfim, saiu — sob mais vaias — para a entrada de Cuiabano, que não atuava há quase um mês. Além da mudança na lateral esquerda, Rojas deu lugar a Brenner, que buscou aumentar a presença de área ao lado de Spinelli.
A estratégia até deu certo em meio aos cruzamentos, mas faltou capricho para a dupla de atacantes balançar as redes. Brenner foi mais um xingado pela torcida quando perdeu uma de suas chances claras. Não bastasse a ineficácia no ataque, a fragilidade defensiva também custou caro. Cria do Vasco, o lateral-direito João Vitor — Puma e Paulo Henrique estavam lesionados — foi facilmente driblado pelo habilidoso Mosquera, que só tocou para Pitta fazer o segundo.
Enquanto o Vasco seguia desperdiçando oportunidades para, quem sabe, engatar uma reação, (mais) uma lambança de Saldivia em um recuo de bola decretou a derrota. Vendido no lance, Léo Jardim viu Fernando se antecipar e aumentar o placar. Se o ambiente já era de revolta, as vaias e xingamentos tomaram conta por completo da arquibancada de São Januário.
No fim, ainda deu tempo de o Bragantino perder um pênalti, com Eduardo Sasha.
Mais lidas