Taxista é homenageado por grupo de vascaínos após gesto de solidariedade

12/02/2019 às 20h03 - TORCIDA

O taxista vascaíno Gilmar Silva, de 40 anos, que viralizou na internet após reportagem do "O Globo" onde apareceu no CT Ninho do Urubu oferecendo corridas grátis para as famílias das vítimas do incêndio no centro de treinamento do Flamengo, foi homenageado nesta terça-feira (12) por um grupo de torcedores do Vasco com uma camisa oficial do clube e outros mimos.

Os cruzmaltinos o levaram a uma loja licenciada vascaína situada num shopping em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e lá posou para fotos condecorado com os utensílio de seu time do coração.

"Eu estava até falando com a menina que me deu a camisa que o primeiro presente que eu ganhei do Vasco foi após um ato com o Flamengo. O meu coração é vascaíno sempre e eu tenho certeza de que o Vasco será campeão", disse ao UOL Esporte já projetando as finais da Taça Guanabara que acontecem nesta semana.

Morador de São João de Meriti (RJ), Gilmar Silva fez um gesto nobre ao disponibilizar seu táxi e mais 19 outros depois de conseguir mobilizar a cooperativa em que trabalha, a "Aerodumont". O serviço grátis para as famílias das vítimas nas corridas do aeroporto para o Ninho do Urubu e para o hotel que o Flamengo reservou só não aconteceu porque o clube já havia disponibilizado vans fretadas.

"Eu botei uma foto tentando ajudar as famílias, viralizou na internet, impactou todo mundo e deu certo. Comecei a distribuir as equipes no IML, Ninho do Urubu, nos hotéis... Eles (Flamengo) ficaram felizes pela boa intenção", disse o taxista.

De anônimo das ruas, Gilmar agora passou a ser reconhecido nas corridas que faz pelo Rio de Janeiro.

"O pessoal reconhece, tira foto, é bacana. Estou agora reunindo as fotos para colocar no Instagram, porque eu criei recentemente. Ainda estou aprendendo a mexer", disse o vascaíno, que já "bombou" nas redes sociais mesmo ainda sendo um novato nelas.

O perfil solidário do taxista acabou influenciando até em seu apelido na cooperativa. Entre os seus companheiros de trabalho, ele só é conhecido como "Gilmar Docinho", em função do jeito dócil e carismático.

"Eu trabalho com um monte de homem e aí você sabe como é, né? Muito apelido. Eles me chamam assim porque sou muito carismático. É o meu jeito (risos)", se diverte.

Filha quer ajudar crianças com câncer

A preocupação com o próximo já passou de pai para filha. A caçula Julia, de apenas 7 anos, sonha em poder trabalhar ajudando pessoas com câncer. Por conta disso, já até cortou o cabelo para doar às vítimas desta doença.  

"Ela tem vontade de ajudar as crianças com câncer. Minha filha já tinha até cortado e doado o cabelo. Outro dia a levei para o Instituto Ronald Mcdonalds para ela conhecer", disse se referindo à entidade especializada neste assunto.

Grupo já doou cestas básicas no Vasco

O grupo que homenageou o taxista Gilmar Silva se chama "Amigos do Vasco" e já havia feito um gesto solidário doando cestas básicas aos funcionários do clube que estavam com os salários atrasados. Eles costumam se organizar para ir aos jogos e bolar as iniciativas através do Whatsapp.

Fonte: UOL Esporte