'Tudo indica que tanto a recuperação judicial quanto os demais processos...'
A crise institucional envolvendo o Vasco ganhou um novo capítulo neste domingo.
A juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do TJRJ, declarou sua suspeição nos autos da recuperação judicial da SAF. Assim, ampliou os efeitos da decisão que, até então, se restringia ao processo cautelar ajuizado pela 777.
Com isso, tudo indica que tanto a recuperação judicial quanto os demais processos relacionados ao caso passarão a ser apreciados pela juíza Simone Gastesi, hoje em exercício na 6ª Vara Empresarial, a mesma magistrada responsável pela condução da recuperação judicial da Oi.
A decisão representa mais um episódio de uma sucessão de acontecimentos que vem marcando a disputa judicial envolvendo a SAF do Vasco. Eis alguns deles:
*Após o Conselho Fiscal da SAF ter apontado uma série de irregularidades praticadas pela atual gestão do clube, a juíza Caroline Fonseca afastou no fim de junho Pedrinho e os demais membros do conselho de administração e nomeou a advogada Samantha Longo como interventora para gerir a companhia. Depois da decisão, diretores do Vasco foram exonerados e conselheiros fiscais renunciaram.
*Na terça-feira passada, a interventora renunciou ao cargo após ter sofrido ameaças, ao que tudo indica, de membros de torcida organizada do Vasco.
*Mais: também na semana passada, quase toda a equipe jurídica que representava o Vasco deixou o caso. Renunciaram ao patrocínio da causa os escritórios Bumachar Advogados, FCDG Advogados e Coelho, Murgel e Atherino Advogados, por divergirem da forma como a gestão pretendia conduzir o litígio.