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Colunista revela novidades sobre motivos do rompimento da Nissan

Não foram propriamente as cenas de barbárie em Joinville que levaram a Nissan a romper unilateralmente o contrato com o Vasco, que deveria se estender pelos próximos três anos e meio rendendo ao clube R$ 28 milhões no total. O buraco é mais embaixo. Ou melhor, mais acima.

A companhia considerou - a partir de questionamentos vindos inclusive da matriz - que a situação tornou-se insustentável com a divulgação pela imprensa do envolvimento do Vasco e de gente ligada à diretoria do clube no financiamento das torcidas organizadas, seja com a distribuição de ingressos gratuitos ou vendidos a preços subsidiados, seja pelo pagamento de transporte por ônibus ou até avião, beneficiando até alguns dos flagrados na pancadaria.

Na nota curta em que comunicou o fim do contrato - única manifestação oficial da companhia desde então - a Nissan evidentemente não tocou no assunto. Falou em "atos de inaceitável violência" e disse que o vandalismo "é incompatível com os valores e princípios sustentados e defendidos pela empresa em todo mundo".

Uma briga de torcidas - é o que alega o Vasco - não é algo que possa ser de responsabilidade exclusiva do clube. Falhas de segurança, do mandante ou dos organizadores do torneio podem contribuir decisivamente para tal. É fato. Mas os próprios vascaínos envolveram-se antes em outro espetáculo de violência, em jogo contrao Corinthians, em Brasília. Nem por isso houve movimentação da Nissan para punir o clube, por mais que a imagem da empresa possa ter sido prejudicada com a marca estampada em camisas de brigões, cenas que correram o mundo.

O problema dessa vez foram as denúncias contra a direção do clube. Causaram estarrecimento, por exemplo, declarações do vice-presidente de patrimônio, Manuel Barbosa, que ao propor uma mudança nas relações entre clube e organizadas disse ao site do GE.com: "Nesse jogo (grifo da coluna) não vendemos ingresso com desconto, não houve isso. Demos alguns (idem) e vendemos pelo preço normal outros". Foi quase uma confissão de cumplicidade.

Passados 15 dias dos incidentes de Joinville - e seis meses desde o início da parceria com o Vasco - a Nissan avalia que entrar no futebol foi um erro. A companhia tem o forte do seu investimento de marketing esportivo em outras modalidades e uma das condições do acerto com o Vasco - articulado pelo governador cruzmaltino Sérgio Cabral - foi ter a marca também estampada nos uniformes de todos os esportes em que o clube atua. A empresa é, ainda, patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio além de apoiar 30 atletas de vários esportes. A intenção agora é corrigir o rumo e focar energia nessa área.

Fonte: Coluna Camisa 12 - Lance
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