Jornalista fala sobre a negociação de Marrony

11/06/2020 às 19h44 - IMPRENSA

A diretoria do Vasco está na dependência das garantias bancárias que o Volta Redonda pediu ao Atlético-MG para anunciar a venda dos direitos econômicos do atacante Marrony, de 21 anos.

O executivo do clube mineiro, Alexandre Mattos, acertou os detalhes com todos os envolvidos e a negociação depende agora do aval solicitado pela parte que receberá de forma parcelada os 30% a quem tem direito na negociação.

Promovido aos profissionais do Vasco em 2018, Marrony custará aos cofres do Atlético-MG quase R$ 20 milhões – R$ 18 milhões por 80% dos direitos econômicos (€ 3,2 milhões), mais R$ 1,8 milhões pelos 10% de comissão à empresa que representa o jogador.

Os 20% restantes do que seria o "passe" do atacante estarão divididos entre o Banco BMG e o Volta Redonda, com a proporção (70/30) que margeava a relação com os vascaínos.

A complexa negociação exigiu jogo de cintura dos envolvidos: em tese, o Vasco teria direito a R$ 12,6 milhões pelo 70% dos R$ 18 milhões acertados (€ 3,2 milhões), com o Volta Redonda ficando com R$ 5,4 milhões.

Os vascaínos acharam pouco e as partes concordaram em ajustar os valores, com o Vasco ficando com R$ 13,5 milhões e o Volta Redonda com R$ 4,5 milhões.

Só que a discussão sobre a forma do pagamento exigiu outra negociação.

Como o Vasco necessitava de pagamento à vista e o Atlético-MG não tinha como fazer o repasse, o Banco BMG, parceiro também do Galo, entrou no negócio.

E aí, além de avalizar os R$ 13,5 milhões que os vascaínos têm a receber pela venda de 70% de 100% dos direitos econômicos, pagará mais R$ 2,5 milhões pelos 70% que o clube carioca ainda teria sobre os 20% restantes.

Desta forma, o Vasco recebe R$ 16 milhões em duas parcelas pagas até o fim do ano (cerca de € 2,8 milhões) e resolve parte de seus problemas financeiros.

O Volta Redonda terá seus R$ 4,5 milhões pagos em três prestações até 2021, com garantias bancárias a serem apresentadas pelos mineiros.

E, além disso, ficará com fatia de 6% nos direitos econômicos que passará a dividir com Atlético-MG (80%) e BMG (14%).

Entenderam?

Fonte: Coluna Futebol Coisa & Tal/ Gilmar Ferreira- Extra