A saída de Philippe Coutinho do Vasco começou a ser pensada pelo jogador no intervalo do jogo contra o Volta Redonda, no sábado. Vaiado e substituído no intervalo, o apoiador decidiu não voltar do vestiário para o banco de reservas e ficou fazendo um trabalho de recuperação na banheira de São Januário.
Nesta terça-feira, o estafe de Coutinho procurou o presidente Pedrinho para comunicar a decisão. E o atleta ligou para o técnico Fernando Diniz para fazer o mesmo. O treinador alegou entender a justificativa da saúde mental, mas ponderou que as pessoa que faziam esse mal acabariam saindo vencedoras com a decisão da saída. "Não quero pagar esse preço", teria dito Coutinho.
O "preço" alegado pelo meia, com passagem pela seleção brasileira e por grandes clubes europeus, é ter seu caráter colocado em dúvida e também ver os questionamentos respingando na sua família - a mulher Ainé e os três filhos. O problema não eram as críticas ao desempenho, e sim pessoais. Um dos irmãos do jogador falou com a diretoria, que lamentou a decisão, mas já costura a rescisão contratual e uma nota de agradecimento, que só será divulgada depois do distrato.
O Vasco já estava com a renovação do contrato adiantada e prepararia um encerramento de carreira para Coutinho ou no fim deste ano ou no próximo. O jogador não informou sobre aposentadoria e há rumores de uma possível transferência para o futebol dos Estados Unidos. A ida para um clube brasileiro neste momento está descartada.
Philippe Coutinho decidiu deixar o Vasco, influenciado por questões de saúde mental dele e de sua família, após ser vaiado no jogo contra o Volta Redonda. A decisão foi comunicada ao presidente do clube e ao técnico Fernando Diniz, que entendeu, mas ponderou sobre as consequências. Coutinho rejeitou ter seu caráter e família questionados. A rescisão está em andamento, e rumores apontam para uma possível transferência para os EUA.
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