Cleverson Maurílio da Silva nasceu em 28 de dezembro de 1969 e até aos 18 anos disputava apenas ‘peladas’ pela empresa que seu avô trabalhava, em Brasília, Distrito Federal. Empenhado, Maurílio o ajudava a descarregar os caminhões lotados de mercadorias. Mas sua vida teve uma verdadeira virada quando seu tio o levou para o estado do Paraná, para testes no Pinheiros (agremiação que daria origem ao Paraná Clube). “Passei e lá comecei minha carreira, sem disputar nenhum jogo por categorias de base”, contou o ex-ponta direita.
Atualmente centroavante do Red Bull, que disputa a segunda fase do Campeonato Paulista da Segundona, o jogador de 38 anos não sabe ao certo quantos gols fez ao longo da carreira, mas acredita que o número está entre 250 e 350. Além de Paraná, Maurílio passou por outros 16 clubes brasileiros como Palmeiras, Goiás, Santa Cruz (PE), Juventude (RS), Grêmio (RS), Ponte Preta, Vila Nova (GO), Paysandu (PA), Marília, Ceará, Remo (PA), Fortaleza (CE), São Raimundo (AM), Icasa (CE), Horizonte (CE) e Salgueiro (PE).
Para o jogador, a melhor fase vivida em sua carreira foi no Palmeiras, onde foi campeão brasileiro, paulista e também do Torneio Rio-São Paulo, entre os anos de 1993 e 1994. “Foi o time que me projetou para o futebol”, admitiu. Fora do País, jogou por Logroñes (Espanha), Vitória de Guimarães (Portugal) e Al-Ittihad (Arábia Saudita). “A manha do futebol brasileiro é completamente diferente e por isso aqui temos mais espaço para atacar. Lá fora o futebol é de muita força e velocidade. Além disso, se treina bem menos, embora com mais força e empenho”, analisou.
Segundo Maurílio, seu grande ídolo na carreira foi Roberto Dinamite, atual presidente do Vasco da Gama (RJ). “Infelizmente, nunca tive a oportunidade de conhecê-lo. Meu pai sempre foi doente pelo Vasco e a gente tem uma tendência a gostar do mesmo time que o pai. Mesmo depois que ele morreu, quando eu tinha 15 para 16 anos, continuei acompanhando bastante o Dinamite”, revelou.
Na teoria do jogador, os atacantes são sempre os mais cobrados nos clubes, pois são também os mais valorizados. “Os clubes sempre buscam a contratação dos atacantes, mais que qualquer outra posição. E é natural, já que o gol é o momento máximo de alegria, onde os atletas fazem coreografias e comemoram. Por isso, a maioria das crianças quer ser atacante também”, disse.
O jogador, que afirma ter recebido propostas para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro neste ano, explicou o porquê da escolha por jogar no Red Bull. “Quando o (José Carlos) Brunoro (consultor) me convidou, lembrei da época da Parmalat no Palmeiras, quando trabalhamos juntos e fui o primeiro atacante contratado daquele time. Firmei contrato até o fim deste ano e espero ajudar o clube a subir para a Série A3”, afirmou. Em boa fase, o atleta afirmou não pretender se aposentar tão cedo. “Enquanto o homem lá de cima me der forças para continuar e enquanto o meu telefone continuar tocando com ligações dos homens que contratam, seguirei na ativa”, finalizou
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