Futebol

Opinião: 'A Milton o que é de Milton'

A campanha do Vasco até aqui, fora de casa, era tenebrosa. Cinco jogos, quatro derrotas e um empate. Nesta noite de quarta-feira (13), contra o Vitória, o Cruz-Maltino mostrou uma postura que se esgueirava nas outras vezes em que jogou longe de seu território. O time de Milton Mendes, batalhando em campos inimigos, teve coragem. E é aí que, este que vos escreve, usa a velha expressão dar "A César o que é de César", para dar a Milton o que é de direito do treinador.

Diante de Palmeiras e Grêmio, o Vasco foi inferior, muito pela disparidade de elenco e qualidade. Porém, contra Botafogo, Chapecoense e Coritiba, escalações erradas e, principalmente, trocas receosas fizeram o Cruz-Maltino chegar até a partida contra o Vitória com o péssimo aproveitamento de um ponto em 15 disputados fora de casa. 

Neste Brasileiro, mais de 20 nomes diferentes fizeram parte das substituições de Milton Mendes. Muitas delas influenciando diretamente um Vasco que jogava bem, em algumas oportunidades até vencia a partida - como contra o Coritiba -, mas que mostrava medo e os resultados não apareciam. 

Contra o Vitória, jogo em que o Vasco mais iria desfalcado dentro de campo, e abalado psicologicamente (vide episódios do clássico contra o Flamengo), o Cruz-Maltino mostrou coragem, abriu o placar, chegou a flertar com mais um resultado frustrante após o Leão empatar, mas quando todos esperavam a mesma postura das outras partidas, apareceu Milton com seus pupilos: Guilherme, Paulo Vitor e Paulinho entraram e decidiram. 

Guilherme deu uma assistência para Thalles marcar e colocou o Vasco na frente. Paulo Vitor, com um lindo gol de cobertura, o primeiro como profissional, ampliou. No fim, Paulinho achou Guilherme, que limpou a zaga do Vitória e decretou o triunfo no barradão. 

Na primeira vez em que Milton Mendes optou por segurar o resultado usando opções ofensivas, corajosas e se propondo a jogar, ele não só manteve o placar, mas ampliou. A base deu conta. Ela é forte. Cada jogo é um jogo, é verdade. Porém, se em outras vezes ele fez por onde para receber críticas, hoje César, ou Milton, ganha aqui o que lhe é de direito: méritos. 

Fonte: Esporte Interativo
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