Opinião: O Vasco padece de uma autocracia que vem destruindo o clube

20/02/2006 às 11h28 - IMPRENSA

Infelizmente, para qualquer observador com um mínimo de experiência no futebol, não é de estranhar o empate do Vasco jogando em São Januário e logo contra a Portuguesa, talvez o pior time do campeonato.

Seria de estranhar, sim, se fosse o grande Vasco, o Vasco que construiu sua história, sua tradição, sua grandeza. Mas este de hoje não é mais o Vasco campeão. Assim como o Flamengo, o Vasco deixou de ser o verdadeiro Vasco. São Januário padece há muitos anos sob o peso de uma autocracia que vem desmantelando o clube e o time. Esse time é mais fraco a cada temporada que passa.

Para que os torcedores possam ter consciência do que é o Vasco, hoje, não será preciso mais do que repetir a escalação que entrou em campo. Vamos tirar o Romário, que pertence a outra época do futebol carioca, a época (ainda) dos grandes jogadores. Os outros dez foram os seguintes: Roberto, Wagner Diniz, Fábio Braz, Bebeto e Diego; Ygor, Osmar, Abedi e Morais; Valdiran.

Por favor, leiam outra vez. Releiam. Isso lá é time do Vasco da Gama, o glorioso Vasco da Gama de outras décadas? Foi por causa desse time e dessa linha de zagueiros com Wagner Diniz, Fábio Braz, Bebeto e Diego que, depois de virar o jogo para 2 a 1 mesmo atuando muito mal, o Vasco deixou o adversário empatar diante dos olhos perplexos de sua torcida. E não é só isso. O time que empatou com o Vasco, a Portuguesa, tem o ataque formado pela famosa dupla Biúla e Ratinho.

Pois foi com esse time do Ratinho e do Biúla que empatou o Vasco de Wagner Diniz, Fábio Braz, Bebeto, Ygor, Osmar, Abedi, Claudemir, Ricardinho etc...

Decididamente, esse não é o Vasco que eu conheci.

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