Substituto de Abel Ferreira, suspenso, João Martins detonou o gramado de São Januário na derrota do Palmeiras para o Vasco, nesta quinta-feira, por 2 a 1. De acordo com o português, a chuva no Rio de Janeiro fez com que o local parecesse um "pequeno batatal".
– Na televisão não dá para ver, mas por baixo do campo parece que plantaram batatas. O campo tem altos e baixos. Mas tudo bem, isso é o que é, o futebol raiz. Estamos em 2026 e algumas coisas não mudam. No domingo jogamos em outro gramado pesado, a bola não andava, hoje foi a mesma coisa. No segundo tempo, começou a chover e virou um pequeno batatal – disse, antes de completar:
– Assim que temos que jogar. No segundo tempo, a equipe tentou. Se tivéssemos uma varinha mágica, teríamos feito as alterações no intervalo, não sabíamos que a equipe ia quebrar tanto. Entraríamos com duas ou três substituições, com mais energias. Foi isso que faltou. Falta de lucidez, e a parte física pesou muito. Temos que continuar a trabalhar e ganhar domingo – analisou.
O auxiliar do Alviverde ainda citou que o desgaste físico pesou para seu elenco. O Palmeiras já não tinha contado com quatro titulares: Piquerez, Vitor Roque, Maurício e Murilo.
Ele revelou que "torceu" para o Vasco no Campeonato Carioca, a fim de que o rival tivesse menos descanso até a partida desta quinta. Porém, o Cruzmaltino foi eliminado pelo Fluminense na semifinal e teve 11 dias de preparação, além do novo ânimo pela contratação de Renato Gaúcho.
– Eu estava a torcer pelo Vasco no Campeonato Carioca para que o Vasco tivesse menos dias, como nós. Infelizmente, não conseguiu chegar à final, deu certo para outras equipes. Também foi igual no segundo tempo, uma equipe parada, a outra não. Não há milagres, mas infelizmente nós enfrentamos uma equipe com energia extra, mudou treinador e não jogava há 11 dias. Num campo pesadíssimo, parece que jogaram ontem neste campo e vamos continuar a falar de sintéticos. Enquanto a CBF não tomar uma atitude...
Com Abel Ferreira na área técnica, o Palmeiras volta a campo neste domingo, para enfrentar o Mirassol. A bola rola às 18h30, em confronto que marca o retorno do Allianz Parque.
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Volta ao Allianz
– Estamos com saudade, ansiosos para jogar na nossa casa. Como o Vasco, eles também gostar de jogar aqui, foi só a segunda partida que disputados em São Januário em cinco anos e meio. Enfrentamos eles em Brasília, que também não é muito bom, também parece que tem jogo todo dia, uma pequena vergonha o gramado, mas ainda é um pouquinho melhor do que aqui.
Mais sobre o gramado
– O aquecimento já mostrou o que vimos. E não somos só nós, os jogadores do Vasco também deviam querer melhores condições, certeza absoluta que eles também não ficam contentes com essas condições. É o que é, mas vamos continuar a falar de sintético, porque é o que vende.
– Os gramados do Brasil são um pouco disso, é por falta de investimento, as gramas aqui devem ter 20, 25 anos, nunca alteraram os gramados, o solo deve ser o mesmo há 40 anos. As coisas não evoluem. Eu venho de um país onde o investimento é gigante nessa área, os espetáculos evoluem, a bola anda rápido, é intenso. Nesses campos a bola não anda, é pesado, duro, precisa de muita força para correr. Isso faz toda a diferença na qualidade e pagamos caro.
Retornos de titulares
– Vamos trabalhar para isso. Temos um elenco muito qualificado para disputar todos os jogos, mesmo com essas baixas. Sabemos que, ao longo da temporada, sempre vão acontecer algumas baixas. Hoje temos que dar o mérito ao Vasco da Gama, não foram só as baixas, eles foram fortes, competentes, tiveram um segundo tempo muito intenso. Foram melhores que nós.