Outras declarações do técnico Pedro Emanuel após classificação
Veja outras respostas do treinador:
Rodízio do elenco e prioridades
— Olhando para isso, não repeti até agora e não me parece que, nos próximos tempos, vá repetir um onze inicial. A minha avaliação é sempre em função do adversário, das características do adversário e das características que eu preciso dos nossos jogadores para cada jogo, além da disponibilidade física que eles apresentam. Hoje é um caso mais do que evidente. O gramado estava bem pesado, choveu muito nos últimos dias, e temos que tentar manter a nossa equipe competitiva. Eu sei que tenho jogadores com esta capacidade de gerir bem o jogo. É difícil, eu sei. Temos um elenco de 30 jogadores, mais quatro ou cinco goleiros, e só 11 podem jogar. É difícil, mas eles têm sentido que a oportunidade deles tem chegado e têm que estar preparados. Acho que têm demonstrado isso. Por isso o nosso sucesso, quer nas Copas, quer também agora mais no Campeonato Brasileiro. Mas, respondendo objetivamente à sua pergunta sobre prioridades, vamos jogo a jogo. A minha prioridade neste momento é o Coritiba, no próximo sábado.
Brigar para não cair no Brasileiro atrapalha nas Copas?
— Não. Porque nós desligamos o modo campeonato quando entramos no modo copas. Hoje, a satisfação que esse grupo tem de tentar escrever a sua história, naquilo que é o currículo do Vasco, é uma ambição e uma satisfação que não tem dimensão. Esse grupo merece muito, pelo esforço dentro de campo O jogo não foi fácil, nós o tornamos mais controlado na segunda parte, mas no início não foi. A primeira oportunidade foi do Santa Fe, o Leo fez uma defesa fantástica, tal como aconteceu lá, e nos manteve na eliminatória. Nós temos a noção que temos que trabalhar muito se quisermos conquistar alguma coisa. É isso que esse clube tem feito, para tentar dar satisfação à nossa torccida e ter essa sáida calorosa. No final, uns estão mais contentes que outros porque uns jogaram mais que outros, mas o espírito da equipe está muito bom e muito forte.
Atuação e superação de Saldivia após erro no jogo
— Não gosto muito de particularizar os jogadores, mas sem dúvidas o Saldivia, quando cheguei, era um dos jogadores que tinha tido atuações não tão boas. A torcida tem o direito de cobrar. Isso é com tudo, e vai acontecer comigo com certeza absoluta, mais cedo ou mais tarde. Nós transmitimos ao jogador aquilo que pretendemos, e aquilo que achamos que ele pode melhorar. É ele entender isso, e depois ter o caráter que ele tem para hoje, logo no início do jogo, cometer um erro e ter a capacidade de corrigi-lo. Ele próprio vai corrigir e não deixar que isso o afete. Naturalmente, tem um grupo que sempre o apoiou. Cada jogador vive as situações à sua maneira. Uns mais intensos, outros com mais serenidade, mas esse grupo tem mostrado que apoia a todos. Acho que isso também foi o grande segredo: ele sentir, por parte de todos, o carinho que é necessário em momentos piores da vida. Tirando esse momento, ele, entre outros, fez uma exibição quase imaculada, perfeita. Essa tem que ser a satisfação dele. Foi chamado, não é fácil. Temos tido uma dupla atrás que tem sido bastante consistente desde que eu cheguei, o Carlos (Cuesta) e o Robert (Renan). Hoje não podia jogar o Cuesta, por isso mesmo (Saldivia) foi chamado e correspondeu dentro do que eu esperava.