Futebol

'Tretas' entre Pedrinho e Textor agitam o 'Clássico da Amizade'

Vasco e Botafogo escrevem neste sábado (4), às 21h (de Brasília), em São Januário, mais um capítulo de uma rivalidade que vem crescendo fora dos gramados.

Embora o duelo entre os times seja carinhosamente apelidado de ''Clássico da Amizade'', a relação entre os comandantes dos dois clubes é marcada por ''tretas''.

As discussões entre Pedrinho, presidente cruzmaltino, e John Textor, dono da SAF do Glorioso, começaram em 2024, motivadas principalmente por divergências em assuntos como fair play financeiro e gestão.

Naquela época, o empresário norte-americano declarou que o imbróglio jurídico entre o associativo do Vasco, liderado por Pedrinho, e a 777 Partners causava ''insegurança'' para o mercado brasileiro e criticou a ação judicial movida pelo associativo, que tirou a 777 do controle do futebol.

''Conhecendo os investidores por trás da 777, eu penso que o que aconteceu de errado no Brasil pode ser bem ruim para o país. Porque o clube social foi até o tribunal e tomou o controle do clube. Ele pode até estar certo sobre os problemas na 777, mas acho que deveriam ter esperado até a 777 violar alguma cláusula do acordo'', disparou Textor.

''Eu sinto que o que aconteceu com o Vasco vai criar problemas daqui para frente. Vai ser muito difícil para as pessoas confiarem em investir no Brasil. Estou muito preocupado com isso'', completou o empresário.

O ídolo vascaíno, por sua vez, fez questão de rebater tais declarações.

"Com muito respeito ao Textor, ele mexeu em um campo que ele não tem conhecimento. Falou que a 777 não descumpriu nada, descumpriu diversas coisas", respondeu Pedrinho.

''Ele não tem acesso ao contrato. Então o juiz que deu a liminar está errado? De fora, as pessoas vão falar coisas que não sabem como falaram diversas vezes, como eu apanhei. Respeito muito os aspectos que ele abordou na entrevista. E eu não fico chateado com isso, outras pessoas também opinaram de forma equivocada. Brevemente vocês também vão entender mais sobre o caso. Mas meu respeito por ele é grande'', completou.

Antes disso, porém, os dois já tinham se estranhado em uma polêmica sobre faiy play financeiro. Textor reclamou publicamente de não ter sido convidado para uma reunião na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para debater sobre o assunto e questionou a presença de Pedrinho no encontro.

"Vamos começar definindo o que é fair play financeiro. A forma que usam o termo aqui no Brasil não é a definição correta. A palavra tem sido usada em vão. Obviamente todo mundo quer o fair play, quer um jogo justo. Se vocês forem no meu site vão ver uma publicação sobre o que é o fair play financeiro", disse o botafoguense.

"Eu recentemente conheci o Pedrinho, do Vasco. Eu tenho conhecimento do contrato de SAF que o Vasco fez com a 777, que tinha um valor de investimento muito mais alto do que o do Botafogo. Foi uma surpresa minha saber que o Pedrinho estava nessa reunião, que eu não fui convidado, discutindo temas como limite de investimento. Porém, se a 777 tivesse ainda hoje no Vasco, eles estariam investindo assim como o Botafogo", prosseguiu.

Naquele mesmo dia, Pedrinho negou que tenha ido a tal reunião e respondeu Textor, o chamando, inclusive, de ''mentiroso''.

''Ele (Textor) não sabe de 1% do que acontece aqui em São Januário. Ele não tem moral para falar do Vasco. E se o Vasco passou um período sem representatividade, que as pessoas entendam que o Vasco tem representatividade agora. E não vai falar do Vasco. Enquanto eu for presidente, todas as coisas que ele falar - se forem mentirosas - vai ter uma resposta à altura. Simples assim'', declarou.

Dois anos depois, o jogo - literalmente - virou. Em crise política com o associativo do Botafogo e em meio à disputa envolvendo a Eagle e o fundo Ares Management, Textor aguarda uma decisão da Arbitragem para saber se continuará no poder ou se será retirado.

Ao ser questionado pela ESPN sobre o assunto, o empresário norte-americano aproveitou para cutucar novamente o Vasco. Em mais uma polêmica declaração, o mandatário disse que o clube social possui apenas o poder de um acionista dono de 10% da SAF e, portanto, não tem a capacidade de fazer todas as mudanças especuladas.

“Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos”, iniciou.

“Além disso, nosso comunicado público anterior deixa claro que aportamos mais recursos do que jamais foi exigido pelo nosso acordo de SAF, e isso foi feito antes do prazo. Como estamos em total conformidade com o nosso acordo, e nunca fomos notificados pelo clube social sobre suas alegações de descumprimento, não esperamos nenhuma ação por parte do clube social e esperamos que eles retornem a um papel de acionista apoiador”, completou.

Agora, o Vasco de Pedrinho e o Botafogo de John Textor estarão frente a frente mais uma vez em mais um Clássico da Amizade. Que tradicional apelido dado ao duelo sirva de exemplo não só dentro, mas também fora das quatro linhas.

Fonte: ESPN Brasil
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