Futebol

Atitude de gritar "Olé" para o Inter foi reprovada pelos atletas

Gritos e faixas contra a diretoria, vaias gerais ao time... Tudo isso os jogadores do Vasco compreendem por parte da torcida e até se acostumaram em face da situação que se instalou no Campeonato Brasileiro. O que \"pegou mal\" foi o \"olé\" vindo da arquibancada quando o Inter tocava a bola nos minutos finais da vitória gaúcha por 2 a 1, na noite da última quarta-feira, em São Januário, decretando o quarto revés cruz-maltino. Na saída de campo, Eder Luis não se conformava com a atitude e ganhou coro de Fernando Prass nesta quinta, embora este tenha sido mais ameno O goleiro, porém, afirmou que jamais passara por algo assim em quase quatro anos de clube.

- A insatisfação da torcida é normal, assim como a nossa também, mas claro que tem reações e reações. Em quatro anos de Vasco já vi de tudo. Vaiar no meio do jogo, no fim, apoiar para a virada, aplausos, enfim... mas não lembro de uma situação assim. Vaia, cada jogador encara de uma maneira, mas na situação para o Inter que foi (o \"olé\") mais pesado, porque afeta mais, sente mais. Mas no futebol temos que estar preparados para tudo - explicou Prass.

Poupado das críticas, Juninho, ainda no gramado, escapou do foco do assunto e acredita que a maioria dos protestos tiveram relação ainda com a perda de jogadores titulares em junho e que não foram repostos à altura pelo presidente Roberto Dinamite.

- O torcedor vai sempre cobrar quando os resultados não aparecem. Tínhamos uma situação confortável na tabela, e o torcedor protesta mais por isso, acho que a situação da saída dos jogadores. Eles analisam que as peças que vieram não têm o mesmo potencial. E lógico que, com a quarta derrota consecutiva, complica mais. Espero que os responsáveis do clube estejam analisando as situações que estão erradas para que ano que vem seja bem melhor.

O ambiente pesado no dia a dia fora das quatro linhas, principalmente em comparação aos rivais que disputam título e ida à Libertadores, também foi alvo de lamentos.

- Se formos buscar explicações para isso tudo, encontraremos vários fatores, como a confusão política, a situação financeira, a perda de jogadores importantes. Enquanto outros clubes deram passos à frente, nós, em relação a elenco, demos um atrás. O ambiente de outros clubes está melhor que o do Vasco, as pessoas parecem mais mobilizadas. O Grêmio coloca 30 mil no Olímpico, o Atlético-MG no Independência, nem se fala. O próprio São Paulo e o Fluminense cresceram nesse sentido, estão bem organizados. E nós, por termos sido a equipe que estava no topo e foi descendo, ao contrário dos outros, ficou ruim. Isso tudo contribui para os resultados ruins na reta final - resumiu Fernando Prass.

Neste sábado, o Vasco visita o Corinthians, no Pacaembu, ainda em busca de reduzir a distância de cinco pontos para o São Paulo, que abre a zona do G-4 e, hoje, se classificaria para a competição continental. Faltam seis rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro.

Fonte: ge
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