Futebol

Fernando Prass diz que quer encerrrar carreira daqui a sete anos e no Vasco

Caio já decidiu. O filho de dois anos quer seguir os passos do pai. Ou melhor, os voos, como aquele que evitou o gol de falta de Petkovic no último minuto do clássico entre Vasco e Flamengo. O goleiro de 32 anos definiu que terá mais sete de carreira e quer encerrá-la em São Januário.

Mas não quer ser lembrado só pela sequência de três defesas milagrosas que fez domingo, no Maracanã. O goleiro sabe que a eternidade está reservada para aqueles que esticam seus braços para outro propósito nobre: levantar troféus.

— Não me considero um ídolo. Para ser ídolo de verdade, tenho que conquistar títulos e ficar mais tempo no Vasco — disse Fernando Prass, campeão da Série B em 2009.

Em casa, o goleiro já é idolatrado.

Caio, ao lado da irmã gêmea Helena, torce e admira o trabalho do pai. Mesmo depois de sair consagrado do Maracanã e ser saudado nas ruas, Fernando Prass garante que o melhor reconhecimento vem do berço.

— O Caio quer ser goleiro do Vasco, quer usar a camisa igual a minha. Ele fala para todo mundo que seu pai joga no Vasco. Esta é uma grande recompensa — declarou.

Carlos Germano, o espelho
Fernando Prass agarrou com as duas mãos a chance de jogar no Vasco, clube que fez a ponte entre Portugal e Brasil para o goleiro, quando o resgatou do anonimato do inexpressivo União de Leiria em 2009, onde estava há quatro anos. Seu contrato acaba no fim do ano e o goleiro e o clube já começaram informalmente a negociar a permanência.

O principal conselheiro é Carlos Germano, ex-goleiro, ídolo e preparador de goleiros.

— Ele me diz para criar identidade com o clube, ser ídolo. Germano mostra o que posso conquistar e o que o Vasco tem a me dar. Na minha idade, quero fazer história e encerrar a carreira no Vasco — declarou o goleiro, que disse ter feito ontem as defesas mais importantes da carreira.

Quando parar de jogar, em sete anos, Fernando Prass pode até sentar no banco. Mas de uma universidade. A princípio, seus planos são estudar e descansar. Só não sabe se faz Direito ou Administração de empresas. Para o futebol, só volta se for dirigente.

Além de Carlos Germano, Prass conversa com os outros dois ex-goleiros da comissão técnica: Acácio, ídolo do clube, auxiliar do treinador Paulo César Gusmão, e que comparou a defesa de Prass a uma feita pelo uruguaio Rodolfo Rodríguez, do Santos, em 1984, contra o América de Rio Preto.

— O PC dá um toque, o Acácio, uma dica. Mas o responsável pelo nosso sucesso é o Carlos Germano — disse Prass.

Quando fala em sucesso, Fernando Prass sabe o que diz. Hoje, o Vasco virou um time especialista em se defender. Mérito de PC Gusmão, único treinador invicto no Brasileiro. No Vasco, foram duas vitórias e três empates, com dois gols sofridos.

No Ceará, Paulo César Gusmão ficou sete jogos sem perder antes de se transferir para São Januário.

Foram cinco vitórias, dois empates e um gol sofrido.

A invencibilidade do treinador e do time estavam nas mãos de Prass. E o goleiro a garantiu nos acréscimos com aquele voo que frustrou Petkovic, a torcida do Flamengo, e inspirou o futuro do jovem Caio.

(Matéria reproduzida diretamente da versão papel do Jornal O Globo)

Fonte: Jornal O Globo
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