A negociação com a SportingBet para ocupar o espaço de patrocinadora máster causa divergência entre dirigentes do Vasco. Parte da cúpula ligada a Pedrinho, presidente do clube, considera baixo o valor oferecido pela casa de apostas e é contra a assinatura do acordo.
Os valores são inferiores aos que o clube recebia da Betfair até 2025 e provocaram reação de dirigentes, numa amostra da relação que não é perfeitamente harmônica entre dirigentes do associativo e da SAF. O contrato em negociação teria duração até o fim de 2027 e, para executivos da SAF, reflete uma nova realidade de mercado depois de altos valores pagos nos últimos anos pelas casas de apostas.
O CEO da SAF, Carlos Amodeo, lidera a negociação com a SportingBet e é favorável à assinatura do contrato. No entanto, dirigentes do associativo rejeitam o acordo e defendem que o acordo só deve ser fechado se a empresa aumentar os valores oferecidos. Nos bastidores do clube, existe o sentimento de que o negócio dificilmente vai sair se não houver aumento da proposta.
Procurados pela reportagem, dirigentes do associativo e da SAF negaram divergências em relação a valores.
O caso não é o primeiro que opõe Amodeo e dirigentes do associativo nos últimos meses. O CEO e outros dirigentes da SAF enfrentam resistência interna por parte de nomes fortes da diretoria.
Além de Pedrinho, as lideranças mais influentes do Vasco atualmente são Cristiano Campos, alçado recentemente a conselheiro da SAF e um dos homens de confiança do presidente; Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral; e Marcelo Macedo, outro vice-presidente participativo e antigo nome do grupo Sempre Vasco. Na SAF, há questionamentos sobre interferências nas decisões. O que os dirigentes do associativo negam.
Nesta quinta-feira, o Vasco vai divulgar o balanço financeiro do ano de 2025 - os números mobilizam a SAF para mostrar os primeiros resultados da Recuperação Judicial.
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