A Greenleaf foi responsável pela troca completa do gramado de São Januário, no fim do ano passado, para resolver o problema de manchas presentes no campo. A empresa utilizou uma nova espécie de grama no plantio, conhecida como Bermuda Celebration, que já era utilizada no CT Moacyr Barbosa e está presente em diversos estádios da elite do futebol brasileiro
A reportagem do ge entrou em contato com o diretor técnico da Greenleaf, Lucas Pedrosa. Ele detalhou o processo de manutenção do gramado nas últimas partidas contra Athletico e Paysandu.
— O gramado é novo. Foi replantado no final de novembro para tirar as mutações que existiam de um gramado muito antigo. É natural que um gramado novo passe por alguns procedimentos para que ele chegue em um padrão adequado. Precisamos às vezes dar um passo atrás para dar dois à frente. Isso é normal. Nosso objetivo, depois de plantado o gramado, é o nivelamento, e manter uma boa densidade para que traga um conforto ao jogador, com a sensação de um campo mais macio, um gramado todo formado, denso, fechado. O gramado mostra que teve um enraizamento bom. Esse ano, na época do verão, a gente fortaleceu muito nutricionalmente e chegou em uma densidade de dar inveja a muitos gramados de outros estádios, o volume de grama por metro quadrado é fantástico. Não tem áreas expostas, um gramado "pelado", em que a bola quicasse, os jogadores se machucassem, não tem. Só que, tudo em excesso, traz irregularidade e dano. Hoje, o excesso de densidade ele deixa um pouco de "colchão". O gramado está bem macio. A gente precisa trabalhar as verticais para tirar esse excesso, para que o gramado não atrapalhe a jogabilidade. Os cortes são feitos semanais, de acordo com as necessidades. Estamos fazendo até a mais para evitar o excesso que tem hoje.
— O que ocasionou essa discussão foi o jogo de domingo, tinha uma previsão de chuva para o final de semana, aí nós fizemos a manutenção, a gente corta no dia do jogo, para o gramado ficar uniforme. Como havia a previsão de chuva no domingo, fizemos o corte e a marcação no sábado, porque poderia ter a chuva no domingo e não daria tempo de preparar o campo para o jogo. Só que como o gramado está crescendo bem, acabou que o preparo do sábado, no domingo, o gramado havia crescido, a gente não cortou domingo. Resultado: os jogadores acharam que estavam um pouco alto. Ficou mais alto porque não foi cortado no dia, para dar a uniformidade completa. Isso é normal, não teve erro. Não é uma coisa que cresce absurdamente para atrapalhar o jogo. Depois disso, no outro jogo (Paysandu), cortamos no dia do jogo, ficou normal, não houve reclamação. Acharam que o gramado estava mais baixo. Não estava baixo, estava na mesma altura, mas fizemos o preparo no dia do anterior. Não está tendo falta e nem excesso de manutenção, estamos trabalhando normal de acordo com o desenvolvimento da grama — completou.
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