Futebol

Vasco curte liderança e amadurecimento de um trabalho

Quando o Vasco caiu para a Segunda Divisão, o sofrimento da mãe despertou na menina Larissa Gonçalves um sentimento diferente. Moradora de Jacarepaguá, ontem ela seguiu da escola, em Vila Isabel, para São Januário. Num fim de semana em que a chegada do time à liderança do Brasileiro coincidiu com a alta do técnico Ricardo Gomes, Larissa descobriu o amor incondicional pelo clube, que, nas últimas três semanas, viu uma convergência de fatores contribuir para um novo, e tocante, capítulo de sua história.

— Eu venho aqui de coração muito aberto — disse Larissa, de apenas 15 anos. — Me apeguei ao Vasco. Tenho fé de que o time será campeão.

Juninho de volta

Não há como dissociar o momento do drama vivido pelo comandante. Desde a internação de Ricardo Gomes, o Vasco se uniu em torno de sua recuperação, catalisadora de uma nova ordem, pragmática, funcional e vitoriosa. Entre a decisão da diretoria de efetivar Cristóvão Borges — a primeira e talvez mais importante diante da gravidade da situação — e a goleada sobre o Grêmio, o clube, de origens populares, teve nova chance de exibir sua nobreza quase um século depois da primazia em ter negros em seus quadros. Como por diversas vezes disse o presidente Roberto Dinamite nos últimos 21 dias, o Vasco vive um momento único, do qual os jogadores tiraram forças para triunfar.

— A ida do Ricardo para a casa foi mais importante do que a vitória, para nós é como um título — afirmou o lateral Fágner. — Ainda terei a oportunidade de dizer um muito obrigado a ele pelo que fez.

Éder Luís lembrou que, se o time é líder, com um padrão de jogo consolidado, baseado num sistema de marcação eficiente que dá solidez ao sistema ofensivo, é graças ao trabalho de Ricardo e de Cristóvão, que conquistaram respeito e admiração do grupo pela capacidade e educação.

— São personalidades muito parecidas, a mesma educação e maneira de trabalhar — admitiu Éder. — Se o time está brigando para ser campeão, não é por nós, é pelo Ricardo.

Ele vai ficar feliz por isso. No desafio diário que é fazer futebol de alto nível, o bom ambiente no vestiário é condição indispensável ao sucesso, principalmente quando o imponderável, como o trauma de Ricardo, causa tamanha comoção. Para o gerente executivo, Rodrigo Caetano, a liderança é a conquista da simplicidade:

— Aquela faixa do Ricardo que o time carrega em todos os jogos é a prova de um compromisso coletivo. No futebol, tem que ter rotina, e apesar do problema, nós conseguimos.

A partir de quinta-feira, contra o Atlético-GO, em casa, o desafio é permanecer líder. Juninho Pernambucano e Felipe participaram do coletivo entre reservas e estarão à disposição. Dedé, suspenso, dará lugar a Vítor Ramos. Na fase em que a união é a força, basta apenas um nome para fazer a diferença: Ricardo Gomes.

(Matéria reproduzida diretamente da versão papel do Jornal O Globo)

Fonte: Jornal O Globo
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